Para quem acompanha de perto o meu dia a dia vê que o lance é viver um dia de cada vez. Desde os 15/16 eu sofro com a famosa ansiedade, que evoluiu para um monstrinho chamado histeria. E entre idas e vindas de boas e más fases eu tento dar a volta por cima sempre. Mas nem sempre foi assim.

Quem me conhece desde pequena sabe que eu nasci com um instinto ímpar: empreender. E empreender em todas os aspectos da vida. Comecei vendendo miçangas na porta de casa. Saia de casa uma mini versão de mim com uma mini mesa de madeira e uma mini cadeira e posicionava tudo em frente de uma boutique bem cara do lado da minha casa. Sem pedir permissão ou sequer avisar eu montava tudo e chamava a atenção de quem quer que passasse na frente da minha lojinha móvel. Cheia de lábia convencia que minhas bijus eram únicas e carregavam toda uma história. Conquistava a cliente e ganhava alguns 2 ou 5 reais. No natal eu fazia a festa e chegava a ganhar mais de R$ 100,00, uma fortuna para uma garota de 8/10 anos de idade.

Tentei ser professora particular, vendo que o ramo era próspero. Mas como nem todos os negócios dão certo, a folha que colei no portão de casa anunciando aulas particular até a 3ª série não surtiram muito efeito. Mas bola pra frente que um milhão de ideias já borbulhavam na minha cabeça. Pouco tempo depois resolvi investir nos negócios da família. Ia pra loja de material de construção do meu pai durante as férias. Acordava as 5 da matina para pegar um busão de Marataízes a Piúma junto com meu irmão mais velho, que supostamente também ia trabalhar. Resultado: eu trabalhava no balcão, atendendo com minha simpatia e cobrando os funcionários com a seguinte frase “se não trabalhar direito desconto do seu salário”. Meu irmão, ficava no escritório ou contando pregos. Já se vê quem nasceu para trabalhar. Ganhava o meu salário e era uma diversão a mais lidar com clientes.

Depois disso (pelo menos pelo que eu me lembro), veio minha fase “adulta”, criei o blog (um dos melhores empreendimentos da vida) e no final de 2016 a lojinha do blog, que até hoje vende objetos de papelaria personalizados. Meu primeiro empreendimento que começou solo e hoje tenho como parceira minha grande amiga Luisa Carneiro. Em janeiro de 2017, ainda sedenta por novas oportunidades e fortemente influenciada por #GIRLBOSS criei, em sociedade com minha amiga Isabella Peçanha, o Ímpar Brechó, um brechó com objetivo de vender não só roupas semi-novas e novas, mas vender conceitos de moda. E esse foi um case que tá rendendo um bom sucesso. Nosso primeiro evento foi em junho e teve resultados ótimos!

Hoje inicio uma nova etapa, realizando um sonho que há muito tempo venho desenvolvido: minha própria agência de marketing digital. Mas isso vai ficar por enquanto no #descubra. Acompanha a blogueirinha aqui que logo logo cês vão saber tudo.

Resumindo, bem resumidinho mesmo, foram esses empreendimentos que sempre me moveram. A vida de negócios foi feita para mim e eu para ela. Assim como meu pai, filha de peixe, peixinho é! Durante todo o tempo que fiquei mal, esses empreendimentos me colocaram pra frente, me deram o que fazer, no que pensar e principalmente: me fizeram não desistir de viver essa vida ao máximo!

Minha missão com esse post é falar de empreender como um todo. Empreenda nos negócios. Mas empreenda também no amor. Empreenda na família. Empreenda na fé – seja lá a fé no que for. Empreenda na vida.

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  1. Adorei! Tenho me esforçado para despertar em mim esta veia empreendedora, pois empreender é preciso. Em todos os aspectos da vida. Muito inspirador! Sucesso!!

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