Capa do livro

“O rock’n’roll de Valentina finalmente tinha falado mais alto e se tornado, de alguma forma, obrigatório.” Página 169.

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Já imaginou viver em uma cidade que respira música 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano? E mais, nela está localizada um dos melhores conservatórios de música do mundo e por algum motivo (herdado geneticamente, provavelmente, de um pai bem ausente, mas astro da música clássica) você consegue entrar com honras no mesmo? Não?! Pois então, eu te apresento Valentina Gontcharov, a menina do Rock’n’Roll.

Tim, como gosta de ser chamada, sempre sonhou em estudar na Academia Margareth Vilela e não é por menos, a menina vive e respira música e, além de tudo, ainda é dona de um ouvido absoluto. Vivia com a mãe no Rio de Janeiro, trabalhava num mercadinho no bairro para pagar as contas e passava o resto do tempo com sua guitarra velha até descobrir que conseguiu uma admissão para a Academia Margareth Vilela, localizada em Vilela na região serrana do Rio, e que poderia estudar música. Porém, seus planos foram por água abaixo, já que era extremamente caro e não teria condições de arcar com os custos. Até que um pai bem desaparecido e famoso no mundo da música decide voltar para sua vida e, magicamente, pagar seus estudos. E é aí que nossa história se desenvolve.

Lombada e presença ilustre de Astolfo, o pinguim do Rock’n’Roll

“Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock?” Página 11.

Tim é uma menina cheia de atitude, apaixonada por rock’n’roll com um gosto musical incrível e muito esforçada. Passa por dificuldades no início (ser uma diva rockeira num meio exclusivamente clássico não é uma coisa muito simples), mas encontra seu lugar ao lado de três amigos para lá de diferentes e, também, bate de frente com um aluno/professor/coreano/homem dos sonhos, Kim, que acaba criando cenas divertidas.

Enquanto, aprende música, sente saudades de casa e é sempre forçada a ultrapassar seus limites (inclusive a tocar piano para poder avançar no curso, sem nunca ter feito isso NA VIDA!!!), Valentina tem de lidar com a vida dentro do conservatório, a vida de aparências que seu pai quer viver e, claro, a luta pelo sonho de ser uma estrela do rock’n’roll.

“A verdade é que quando se faz o que gosta, tudo começa a fazer sentido e valer a pena.” Página 281.

O livro tem uma escrita leve e dinâmica, cheio de referências musicais, inclusive de K-POP (o que claro, nos lembra que nosso mocinho/chatinho é um coreano maravilhoso e pianista, o digno Oppa de doramas). Babi Dewet me surpreendeu muito com o livro, ela conseguiu dar um seguimento fluído para ele, sempre pontuando os elementos necessários de cada capítulo. A única coisa que me deixou um pouco apreensiva quando notei, mas que logo se revelou indiferente, é que Valentina, às vezes, parecia madura demais para sua idade e outras, de menos, logo, eu fiquei um tanto “E agora, Brasil? Que cargas d’água ela ta fazendo aqui?”, mas depois percebi que era só por conta da própria personalidade da personagem.

Astolfo apresentando o livro. Lembrando que Sonata em Punk Rock faz parte da série Cidade da Música por Babi Dewet

O que me chamou muita atenção para o livro no início foi a capa dele. E, meus amigos, É A CAPA! Uma das ilustrações mais lindas que já vi e transmite exatamente o que o livro passa, esse é um daqueles que você pode sim julgar o livro pela capa, porque os dois não decepcionam. E o mais interessante é que será uma série e um passarinho me contou que tem um gancho já neste primeiro volume para o próximo (o passarinho na verdade foi um vídeo no canal da Babi em que ela fala sobre o próximo, hehe).

Sonata em Punk Rock é um daqueles livros gostosos de ler numa tarde de domingo com a playlist do Spotify ligada (sim, gente, tem playlist no Spotify, eu não digo mais é nada de sucesso esse livro) e uma coca bem gelada!

“Se ela sobrevivesse ao próximo minuto, poderia viver a vida inteira naquele único momento. Com muita música e rock’n’roll. Do jeito que deveria ser.” Página 300.

Boa leitura e viva ao Rock’n’Roll.

Author

Menina do interior, 21 anos, apaixonada por sonhos realizados, histórias, batata frita e mar. Leitora assídua, moradora do universo geek e escreve por necessidade. Você é o que escolhe ser. E caso você escolha ser, quem sabe, uma pedra, então seja a pedra mais feliz do mundo!

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