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Eva Camargo

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Entrevista com a cosplayer Fernanda Andrade

Oi, gente! Tudo bem? Espero que sim. Hoje eu trouxe para vocês uma entrevista com a cosplayer Fernanda Andrade que interpreta personagens icônicas, como a temida (e amada) Bellatrix Lestrange, entre outras.

Fiquei extremamente animada quando a Fernanda respondeu minha humilde mensagem no imbox do Instagram! Já acompanhava o trabalho de cosplay dela há um bom tempo, então depois de uma postagem do Potterish acabei encontrando o IG dela.

Ela é incrível e seus cosplays ficam divinos, principalmente o que já citei, a personagem vivida pela Helena Bonham Carter nas telonas, Bella Lestrange do universo Harry Potter.

Fernanda é extremamente parecida com a atriz e deu vida a um dos cosplays mais reais que já vi da bruxa. Enfim, está demais.

Essa é minha primeira entrevista, então espero que curtam e tenham paciência comigo, estou aberta a críticas construtivas.

Tentei fazer as perguntas numa sequência lógica da minha curiosidade e as respostas claras da Fernanda tornaram tudo muito melhor. Espero que gostem! Prontos?

Resenha: K-Drama “The Miracle”

RESENHA: K-DRAMA “tHE MIRACLE”

Oi, gente! Tudo bom? Hoje eu trouxe a resenha de um k-drama lindo chamado “The Miracle”. Além de ser curtinho e estar disponível da Netflix (o que é uma baita coisa boa), ele traz reflexões sobre bullying, padrão de beleza e a tal da dita perfeição. Prontos?

4 blogs literários para você conhecer

 

Oi gente, tudo bem? Espero que sim! Bom, adivinha quem voltamos com os trabalhos por aqui? Isso mesmo, nós. Com um texto quentinho com os 4 blogs literários para você conhecer que fazem parte da minha aba de preferidos.

Ah, mas acho que vocês merecem uma explicação sobre nosso sumiço, certo? Seguinte, eu e a Julia (a Abacaxi mestre) estamos bem ocupadas e aconteceu muita coisa nesse meio tempo, então acabou que nenhuma de nós pôde prosseguir com as coisas no blog. Contudo, a saudade de tudo foi bem maior e cá estamos voltando devagarinho e do jeito que conseguimos. Assim sendo, tenham paciência com a gente, ok?

Mas, chega de lero lero e vamos ao que interessa: o post-de-volta-depois-de-muito-tempo! Haha Hoje eu trouxe 4 blogs literários que eu adoro e vivo me atualizando neles. Prontos? Vamos lá.

 

Pronome Interrogativo, por Thais Cavalcante

Esse é o blog da Thais Cavalcante, 24 anos, graduada em Letras (Português/Literatura) e está fazendo pós-graduação em Tradução. Eu o conheço há 3 anos e foi pelo Youtube, pois a Thais também tem um canal com o mesmo nome do blog. Geralmente, se conhece o blog e depois o canal, mas minha história com o Pronome Interrogativo foi ao contrário.

O blog dela agora abordar de tudo um pouco do universo geek, porém, tem um conteúdo gigantesco literário, com críticas, indicações, resenhas e novidades. Sou apaixonada pelo blog e pela Thais, então não deixem de conhecer.

Pronome Interrogativo

 

Nuvem Literária, por Juliana Cirqueira

O Nuvem Literária é da Ju Cirqueira, uma carioca e cabixaba arretada de 28 anos que é uma fofura só. Ela é formada em Letras (Inglês) e faz pós-graduação em tradução, é apaixonada por línguas (inglês e francês) e tem um gosto incrível para livros. Conheci a Ju no mesmo período que a Thais e também foi pelo youtube, posteriormente conhecendo o blog Nuvem Literária.

A escrita da Ju é leve e dinâmica, então, sou apaixonada por suas resenhas e indicações, além de ser minha booktuber preferida. O blog é uma delicadeza só e tão organizadinho, amo com força!

Nuvem literária

 

Dicas do Jess, por Jessé Diniz

Jessé é o dono do blog Dicas do Jess, ele tem 23 anos e é escritor. Conheci o ele e seu blog através de grupos no facebook, pois além do blogger, ele é escritor e já tem um livro publicado, chamado “Sozinhos no Escuro” pelo Editora Selo Jovem e vem muito mais por aí.

As resenhas no Dica do Jess são claras e objetivas, chamando minha atenção, pois fica muito simples de entender a opinião de quem escreveu sem ser apelativo, o que é um ponto muito positivo.

Dicas do Jess

 

Mundinho da Hanna, por Hanna Carolina

O Mundinho da Hanna é da fofa Hanna Carolina, carioca, 29 anos, bióloga e mais diversas outras coisas legais, pois quem disse que somos uma coisa só, certo?!

Conheci a Hanna em um grupo do facebook também, conhecendo seu mundinho e me apaixonando pela escrita leve e cheia de personalidade dela. Quando lemos um texto parece que estamos conversando com ela mesmo, sabe? Suas resenhas são delicadas e objetivas, sendo uma leitura suave. Além disso, ela posta tags, desafios fotográficos e inspirações.

Mundinho da Hanna

 

 

E aí, gostaram das indicações? Pretendo me esforçar e conseguir colocar o Blog do Abaca logo logo nessa lista, também! Há muito o que ser feito, mas vou deixar abaixo alguns links de resenhas lindas aqui do blog.

Resenha: A Proposta

Resenha: Quando você voltar

Resenha: Sonata em Punk Rock

Enfim, espero que tenham gostado e diz aí nos comentários quais outros blogs literários vocês gostam de acompanhar. Super beijo e até a próxima!

Os 3 tipos de leitores no mundo da literatura: qual você é?

Dobby está erudito hoje

Oi gente, tudo bem? O texto de hoje é uma coisa bem leve, afinal, é sexta-feira né?! Eu assisti um vídeo de uma das minhas booktubers do coração e tive a inspiração para escrever esse texto, afinal, que tipo de leitor você é?
Eu escolhi três tipos básicos de leitores e quero ressaltar que nenhum é melhor que o outro e esse texto aqui é uma grande brincadeirinha, ein?! Agora, vamos lá?

 

LEITOR VINTAGE
Edgar Allan Poe? Clarice Lispector? Machado de Assis? Shakespeare? Meus amigos, vocês estão falando com o senhor dos clássicos. O Leitor Vintage é aquele que vai conhecer todos os clássicos, vai amar ler histórias mais densas e se você o pegar com um óculos de aro redondo, bom, esse é o leitor vintage. Ah, e ele geralmente é um bom conhecer de chás e vinhos. Um requinte é um requinte, né gente! França, Londres, Itália… Lugares que com certeza os leitores vintage querem visitar. Especialistas em textos com palavras complexas e bonitas.

Dobby requintado.

LEITOR CAFÉ COM LEITE
Está é a maior parcela da classe do mundo leiturístico. O leitor café com leite, também é o “pau pra toda obra” ou “mil e uma utilidades”. É o leitor que lê de tudo. Terror? Vamos. Clássicos? Sim, senhor. YA? Adoro. Você pode encontrá-lo lendo John Green pela manhã, Nietzsche a tarde e Sthephen King a noite, é o leitor a gosto do cliente. Séries: está falando com o profissional certo, a Netflix está perdendo de contratá-los para dar dicas e saber impressões, eles são bons no que fazem. Especialistas em maratonas de séries.

Dobby pleno

LEITOR GEEK 2.0
É o tipo que AMA o universo geek e é turbinado pelo universo gamer, também. HQ’s, mangás, animes, livros com temas futuristas e assuntos que envolvam tecnologia é com eles mesmos. Ficção científica? Meus amigos, eles inventaram esse termo. As leis da robótica? É o mantra da vida do leitor geek 2.0. Eles adoram ebooks, mas também não abandonam o bom e velho livro físico. E vida longa a batata frita! Alguém disse: partida de RPG? São gamers e leitores, o combo perfeito. Japão? Sonho de consumo para viagem. O meu muito obrigado para Shigeru Miyamoto, Nintendo me contrata! Especialistas em ficção científica e games (e batata frita!).

 

Dobby intelectual

E aí, gostaram dos tipos? Minha parte preferida foi fotografar o Dobby hahaha Eu não sou muito boa em fotografia, mas estou tentando melhorar super, me esforçar para as fotos ficarem bem bonitas para vocês e para mim, pois é tão legal e para ser sincera, eu achei super divertido criar “uma cena” com o meu Dobby de crochê. Quem sabe eu não siga nisso para montar as fotografias.

Mas, bom, quero saber que tipo de leitor você é. Eu sou uma mescla do tipo “café com leite” e “geek” 2.0, afinal, nós podemos ser todos ou um, podemos ser quem quisermos. Lembrando mais uma vez que isso é só uma brincadeirinha, logo, estou esperando ansiosa pelo seu comentário.

Super beijo e até a próxima (com o Dobby, quem sabe! hahaha).

Um texto sobre clichês e saúde mental

Para aquecer o coração.

Ei, respira! Eu sei que está difícil. Verdade! E não estou aqui para te encher daqueles clichês de “vai-dar-tudo-certo-magicamente”. Não acredita em mim? Deixa eu te contar: sei que às vezes você tem vontade de simplesmente parar, sentar no chão e chorar até as lágrimas secarem no seu rosto, que às vezes tem que correr para o banheiro, sentar-se e ficar respirando profundamente até se acalmar o suficiente para voltar ao círculo de pessoas e também que quando está sozinha você pensa em um milhão de coisas ao mesmo tempo, é tanta confusão que você não consegue nem mesmo se ouvir. Sua saúde mental pede socorro, sabe?

E, agora acredita em mim?

É pressão demais, é coisa demais e tudo isso em tempo de menos. Parece que 24 horas por dia é pouco, né?! Aí você tem que ficar acordado até tarde pra resolver tudo, então, acorda cedo demais e fica tão cansado que seu dia por si só se arrasta.

Eu me sinto assim e mais vezes do que gostaria de admitir a mim mesma, porém, acredito que em partes a cura começa com isso: admitir.

Todas as vezes que banquei “a fortona” e escondi de mim mesma meus sentimentos, as crises eram horríveis. Minha cabeça e estomago doíam, eu vomitava, tinha insônia e tremia tanto que não conseguia segurar um copo. E não estou dizendo isso aqui para que sintam pena ou algo assim, só quero te mostrar que você não está sozinho. Não mesmo.

E quero te dizer que admitir a si mesma que você precisa de um pause, precisa de ajuda, precisa simplesmente parar, é extremamente necessário.

Você não será uma pessoa fraca por isso. Conheço muitos poetas e há um punhado de poemas que direta ou indiretamente dizem que corajosos são os que demonstram os seus sentimentos.

E é clichê, eu sei, eu sei. Mas, me dá um desconto vai. Hoje foi um daqueles dias difíceis, então posso usar vários desses que estão escondidos aqui na manga.

E estou aqui: de pijama, cabelo embaraçado, ouvindo minha banda preferida e escrevendo. Chorei um pouco, também. Mas, tudo bem e mais: tudo bem não estar bem (Jessie J realmente sabia o que estava falando).

Mas, agora eu estou bem. Consigo ouvir meus pensamentos, o choro só foi aquela escapatória do dia complicado, aquele nó na garganta, mas passou. Eu estou realmente bem. É fato de que não há maneiras de ser 100% feliz e radiante o dia todo, mas te garanto que pode chegar ao final dele bem, confortável, alegre.

E vai outro clichê aí: as coisas podem melhorar.

Poxa, e eu que disse que esse texto não seria sobre clichês… Ah, mas quando as coisas apertam é bom saber que há muitos clichês para que saibamos que se elas já deram em algum momento no universo, eles podem acontecer conosco.

E acontecem, viu?

As coisas podem melhorar é diferente de que vão, contudo. Pois, isso depende exclusivamente de você. E de ajuda. Não é errado pedir ajuda, não é errado precisar de apoio para sair de onde quer que esteja e que te machuque. Seja um trabalho que não goste, uma faculdade que não seja sua vocação, um núcleo social tóxico. Ou um sentimento, também, pois há vários que te aprisionam. Mas, você pode sair deles e as coisas podem melhorar muito.

E para terminar o meu dia meio ruim, quero agradecer por todas as coisas infinitamente boas que aconteceram hoje. Há tanto o que agradecer.

E, bom, acredito que aí na vida de vocês também, então, antes de tentarem colocar em prática tudo o que eu disse, tentem apenas agradecer por uma coisa boa de hoje.

Já é um ótimo começo e eu estou orgulhosa de você. Nos vemos por aí.

Resenha: Quando você voltar

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SINOPSE: Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.

Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.


Já pensou chegar o dia em que você tem de abandonar sua família e ir servir o seu país numa guerra, onde muito possivelmente você entende que não sairá com vida de lá? E acredite, a guerra mata muito mais do que corpos, ela mata almas.

E é com essas considerações que eu te apresento a história de Jolene, uma corajosa mulher que leva uma vida militar e familiar conturbada e corrida, e alheio a tudo isso há Michael, um marido distante.

Jo é uma super mulher, ela é piloto, cozinheira, faxineira, mãe, psicológica, médica… Bom, ela é tudo para as duas filhas, porém, seu casamento no decorrer dos anos só vem decaindo, mas ainda assim, ela mantém-se forte e aí nós vemos uma protagonista real (“um mulherão da po**a”).

E para Jo, que vivia sem admitir que na verdade tudo estava dando errado, a vida era apenas aquilo, até que acontece o indesejável: ela é convocada para a guerra. E a última frase de seu marido era que não a amava mais.

Com o coração quebrado ela vai para o front de batalha enfrentar uma guerra. E agora um marido distante tem de aprender a cuidar das filhas e lidar com a falta, antes não percebida, da sua mulher e companheira.

Quando você voltar é uma história real e assustadoramente linda, onde você vê uma mãe que enfrenta os horrores de uma batalha, mandando cartas lindas e encorajadoras para suas filhas… E, então, você entende uma fraçãozinha do que é ser mãe. E caso, você já o seja, entende muito mais do que qualquer ser humano pode.

E não é só a Jo que enfrenta uma batalha, Michael em casa enfrenta as suas próprias tentando criar suas duas filhas, cuidar da casa e ainda trabalhar, assim, entendendo mais um pouco a mulher que antes ele criticava. E é lindo ver esse recomeço para a família.

Este livro também te ensinará que nem sempre à volta para a casa é o fim da guerra. Podemos ver de perto suas conseqüências e como uma tragédia pode marcar a vida das pessoas.

E essa é a melhor parte do livro, você aprende muito e dá muito mais valor a sua vida, acredite.

Kristin soube muito sutilmente nos apresentar a história dessa família, conseguiu passar a dor real sem criar cenas gigantescas e complicadas, guerra é guerra como for. Ela conseguiu fazer com que nós vivamos dia a dia a rotina da família e de Jo, lado a lado e mesmo assim distantes. É um livro incrível e que vale muito a pena a leitura.

Ele é dividido em duas parte “Ao longe” e “Coração de Soldado”, além disso, somos apresentados a rotina de Jolene com sua melhor amiga e piloto também, assim como para “os que ficaram em casa”.

Também há essa desconstrução ao vermos a mulher ir para a luta e o homem ficar em casa. E os personagens secundários são incríveis, principalmente a melhor amiga de Jo, Tami, e como eu amo essa mulher, ela é demais, também é piloto e vai a luta ao lado de Jo.

É uma leitura incrível, eu me emocionei muito e até hoje ainda me emociono ao lembrar. Deixo para vocês uma citação só e quero que sintam um pouquinho a vibe, depois disso vão querer ler, com certeza.

Encare a corda bamba sem rede, piloto. Porque, mesmo daqui de longe, eu estou na cobertura. Sempre. Eu te amo.” Página 338.

Sério, gente, na boinha mesmo, leiam esse livro. E chorem comigo! Super beijo e até a próxima.

 

Resenha: Sonata em Punk Rock

 

Capa do livro

“O rock’n’roll de Valentina finalmente tinha falado mais alto e se tornado, de alguma forma, obrigatório.” Página 169.

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Já imaginou viver em uma cidade que respira música 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano? E mais, nela está localizada um dos melhores conservatórios de música do mundo e por algum motivo (herdado geneticamente, provavelmente, de um pai bem ausente, mas astro da música clássica) você consegue entrar com honras no mesmo? Não?! Pois então, eu te apresento Valentina Gontcharov, a menina do Rock’n’Roll.

Tim, como gosta de ser chamada, sempre sonhou em estudar na Academia Margareth Vilela e não é por menos, a menina vive e respira música e, além de tudo, ainda é dona de um ouvido absoluto. Vivia com a mãe no Rio de Janeiro, trabalhava num mercadinho no bairro para pagar as contas e passava o resto do tempo com sua guitarra velha até descobrir que conseguiu uma admissão para a Academia Margareth Vilela, localizada em Vilela na região serrana do Rio, e que poderia estudar música. Porém, seus planos foram por água abaixo, já que era extremamente caro e não teria condições de arcar com os custos. Até que um pai bem desaparecido e famoso no mundo da música decide voltar para sua vida e, magicamente, pagar seus estudos. E é aí que nossa história se desenvolve.

Lombada e presença ilustre de Astolfo, o pinguim do Rock’n’Roll

“Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock?” Página 11.

Tim é uma menina cheia de atitude, apaixonada por rock’n’roll com um gosto musical incrível e muito esforçada. Passa por dificuldades no início (ser uma diva rockeira num meio exclusivamente clássico não é uma coisa muito simples), mas encontra seu lugar ao lado de três amigos para lá de diferentes e, também, bate de frente com um aluno/professor/coreano/homem dos sonhos, Kim, que acaba criando cenas divertidas.

Enquanto, aprende música, sente saudades de casa e é sempre forçada a ultrapassar seus limites (inclusive a tocar piano para poder avançar no curso, sem nunca ter feito isso NA VIDA!!!), Valentina tem de lidar com a vida dentro do conservatório, a vida de aparências que seu pai quer viver e, claro, a luta pelo sonho de ser uma estrela do rock’n’roll.

“A verdade é que quando se faz o que gosta, tudo começa a fazer sentido e valer a pena.” Página 281.

O livro tem uma escrita leve e dinâmica, cheio de referências musicais, inclusive de K-POP (o que claro, nos lembra que nosso mocinho/chatinho é um coreano maravilhoso e pianista, o digno Oppa de doramas). Babi Dewet me surpreendeu muito com o livro, ela conseguiu dar um seguimento fluído para ele, sempre pontuando os elementos necessários de cada capítulo. A única coisa que me deixou um pouco apreensiva quando notei, mas que logo se revelou indiferente, é que Valentina, às vezes, parecia madura demais para sua idade e outras, de menos, logo, eu fiquei um tanto “E agora, Brasil? Que cargas d’água ela ta fazendo aqui?”, mas depois percebi que era só por conta da própria personalidade da personagem.

Astolfo apresentando o livro. Lembrando que Sonata em Punk Rock faz parte da série Cidade da Música por Babi Dewet

O que me chamou muita atenção para o livro no início foi a capa dele. E, meus amigos, É A CAPA! Uma das ilustrações mais lindas que já vi e transmite exatamente o que o livro passa, esse é um daqueles que você pode sim julgar o livro pela capa, porque os dois não decepcionam. E o mais interessante é que será uma série e um passarinho me contou que tem um gancho já neste primeiro volume para o próximo (o passarinho na verdade foi um vídeo no canal da Babi em que ela fala sobre o próximo, hehe).

Sonata em Punk Rock é um daqueles livros gostosos de ler numa tarde de domingo com a playlist do Spotify ligada (sim, gente, tem playlist no Spotify, eu não digo mais é nada de sucesso esse livro) e uma coca bem gelada!

“Se ela sobrevivesse ao próximo minuto, poderia viver a vida inteira naquele único momento. Com muita música e rock’n’roll. Do jeito que deveria ser.” Página 300.

Boa leitura e viva ao Rock’n’Roll.