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Júlia Coelho

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Minhas Desventuras em Série

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A verdade é que me considero uma pessoa muito aberta, mas nem todo mundo acha isso. Mas a verdade mesmo? Qualquer coisa que me perguntarem eu responderei com a mais pura sinceridade, mas se não perguntarem simplesmente fico quieta. Não faço questão de me expor, até porque acho que falar muito atrai coisas para o bem e para o mal. Prefiro ouvir e assistir tudo com cautela, como boa observadora que sou.

Sem mais delongas, esse post teve que ser feito devido aos últimos acontecimentos na minha vida. Algumas pessoas me interpretam mal ou simplesmente tomam como verdade absoluta algo que não sou por não me conhecerem de fato. Acho que o que mais gira em torno de mim é curiosidade. O que será que ela tem? Porque ela está assim? Etc etc. Então vim falar, pra quem quiser me ler, um pouquinho de mim.

Tudo começou há mais ou menos 5 anos atrás. Eu, como pessoa hipersensível que sou, não consegui passar bem por alguns problemas de família que tive na epóca, e vamos combinar que com 15 anos uma adolescente já não está muito bem psicologicamente né? A auto estima era baixa e motivação estava abaixo de zero. Algumas coisas estranhas começaram a acontecer (clima de Stranger Things). Começou com tremores nos momentos de stress e depois evoluiu para crises de falta de ar. Garganta fechava, o mundo girava e meu grau de miopia parecia aumentar umas 5 vezes. Depois de um tempo eu já não conseguia mover nenhum membro, era parecido com uma paralisia. E doía, doía muito. Isso é chamado de ansiedade, meu amigo.

Isso durou algum tempo. Depois vieram crises dissociativas, eu não conseguia diferenciar o que era realidade do que não era. Sonho se misturava com realidade. Meus parâmetros começaram a sumir e eu fiquei preocupada. Na minha inocência cogitei esquizofrenia. O médico descartou essa possibilidade. Fiquei agradecida, mas não menos preocupada. Dormir começou a ficar muito difícil, medos como o escuro e coisas paranormais, que antes eram medos normais, se transformaram em monstros que vinham me assombrar toda noite. Ah, as noites, os piores momentos pra mim. Até hoje são. O contexto disso tudo? 17 anos, pré-vestibulanda que não conseguia decidir se fazia medicina pra ganhar dinheiro e agradar os pais ou seguia a carreira no que realmente queria, jornalismo. Que já não é o que eu eu quero mais, aliás. Ah, essa eterna metamorfose.

Isso tudo contribuiu para que os distúrbios de personalidade começassem. Eram bons minutos olhando através do espelho não conseguindo reconhecer meu rosto ou mesmo saber quem eu era. Sentia a minha essência escorrer pelos dedos e talvez tenha sido um dos momentos que mais me desesperei. Como viver uma vida sem saber quem você realmente é? Me via vivendo uma vida sem propósito. Cheguei pela primeira vez no fundo do poço e me encontrei mais deprimida do que nunca. Foi nesse momento que precisei mais da minha família e tenho que agradecer por ter podido contar com ela. Minha mãe em especial foi a minha maior confidente e incentivadora. Então deixo aqui meu MUITO OBRIGADA e eu te amo, para ela que se tornou referência de mulher para mim. Ah, não posso esquecer de Lola, minha fiel escudeira canina, aquela que chamo de cachorra anti-depressão. Ela merece todo meu amor, mas o post sobre ela ainda está por vir. Aguardem.

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18 anos. Faculdade começando, novo clima no ar e meu namorado e melhor amigo surge na minha vida. Tudo parece estar bem, mas as desventuras ainda não acabaram. Em um certo ponto as crises recomeçam com algumas peculiaridades. Junto com os outros sintomas comecei a ter momentos de ausência, simplesmente eu saia do ar e não conseguia responder a nenhum estímulo. as pernas e braços ficavam dormentes e nada se mexia, uma confusão tomava conta de mim. Não conseguia identificar o lugar que eu estava, nem as pessoas ao redor. Não me encontrava. Era uma estranheza total. Após esse momento de ausência eu infantilizava. Mas o que é isso, Júlia? Eu falava com voz de criança, me comportava como uma criança. Acho que tudo isso na tentativa de voltar a uma época em que eu era genuinamente feliz. Uma infância endeusada por mim.

O diagnóstico foi feito (finalmente): Histeria. Atualmente convivo com as crises de ausência e de dormência nos membros. Mas, felizmente, fazem algumas boas semanas que estou bem, sem nenhuma crise. Espero continuar melhorando. Contudo, como isso é sempre uma montanha-russa eu nivelo minhas esperanças para não me machucar muito na queda. Tento não ser muito otimista, nem muito negativa, sigo a linha realista.

Uma coisa é certa: aprendi muito. Olhando de longe consigo ver pontos positivos por ter passado o que passei. Me tornei uma pessoa mais empática, mais pé no chão. Aprendi a importância da palavra e o valor do silêncio. Aprendi que não posso cobrar que as pessoas estejam do meu lado, mas as que realmente importam estarão. Acredito que aprendi a ser mais sábia nas minhas escolhas e a ser mais independente. Amadureci de todas as formas que pude e lentamente venho me tornando a mulher que almejo ser.

Mas essa história não tem finalidade de incitar pena. Muito pelo contrário. Aliás, não quero que essa seja minha história, isso é apenas uma parte dela, pela qual estou passando e vou conseguir superar (torce por mim aí, nunca te pedi nadad). Ah, para quem não sabe o blog, inicialmente, teve o propósito de ser meu diário virtual, uma forma de conseguir falar o que muitas vezes a minha boca não conseguia projetar.

Então, depois de um texto de quase 1000 palavras motivado por uma brincadeira sem graça sobre a minha condição, eu deixo você leitor com a seguinte reflexão: você é responsável por tudo que fala e deve ter muito cuidado quando julga alguém sem saber da sua história. Cada um teve suas desventuras e motivos para se tornar quem é. Então tente ter mais empatia ao invés de apontar o dedo para alguém. Estender a mão para alguém é de graça, tá?

Beijo no core!

A nova moda: Clubes de Assinatura – Parte 1

Fala, galera!

A onda do momento são os clubes de assinatura. Não sabe como isso funciona? Bem, cê lembra do famoso clube do livro, onde tinha uma curadoria que escolhia os livros que iam ser lidos naquele mês e depois as pessoas discutiam e interagiam? Então, esse clubes fazem basicamente a mesma coisa, só que você paga um determinado valor e recebe mensalmente no seu correio alguns itens sobre a temática daquele determinado clube. Legal né?

O post de hoje é super delícia e vai tratar desses clubecos que já são amor na minha vida. Eles existem para todo gosto: nerd, decoração, beleza, livros, cerveja, etc. Então eu vou fazer uma listinha super bacana e dividir ela em partes, senão esse post fica gigantesco, né? Haha

O primeiro querido de hoje é o Adeus Rotina. Esse clube foi criado por um casal de empreendedores e é para os casais que querem sair da rotina. Eles entregam mensalmente na sua casinha um kit para apimentar sua relação e deixar o dia-a-dia com um gostinho melhor. E não são só produtos eróticos não, são brincadeiras e ideias para deixar tudo mais prazeroso. E tem mais, na hora de assinar ele é super inclusivo e coloca as opções de casais hetero e homo. Lindeza demais, né? Pra fazer um test drive e comprar uma caixa apenas eles cobram R$ 109,69. O plano mensal sai por R$ 89,69 e os outros planos vocês podem conferir aqui.

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Tem caixinha nerd também, Ju? Tem sim! O MyNerdBox é um serviço de assinatura feito especialmente para o público que curte as nerdices da vida. Eles escolhem o tema do mês e enchem a caixa de coisas daquele tema. São canecas, adesivos, bonecas para enfeite, camisetas, bolachas para copo, guloseimas e várias outras coisas. Curtiu? A assinatura custa R$ 69,90 por mês e para saber mais é só clicar aqui ó.

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Para as blogueiras e amantes da beleza temos a famosa Glambox. Ao assinar ela você recebe na sua casinha de 5 a 7 produtos de beleza (miniaturas, amostras ou full sizes) escolhidos pela Paola de Orleans e Bragança além de participar do Glamclub. Nele você recebe galopinas e pode trocar por prêmios que são enviados dentro da própria Glambox. E se você é blogueira e assinante da clube você pode mandar seu vídeo resenhando a caixa e tem a chance dele ser mostrado no site deles. Super legal, né? A Assinatura mensal está saindo por R$ 72,00. Para conferir é só acessar o link.

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Um dos meus preferidos é o Caixote, feito pelo blog e loja homens da casa. Nesse kit você vai receber o que tem de mais maneiro no mundo da decoração, pra deixar sua casa linda e aconchegante. Então vai chegar na sua casinha: pôster, objetos de decor, cupons de desconto das lojas parceiras, produtos para fazer o famoso DIY que todo mundo ama, entre outras coisitas más. O plano deles é trimestral e custa R$ 89,90 por mês. Sensa, né? Clica aqui pra saber mais!

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Quem aí gosta de uma breja? Tem clube pra vocês também, galerinha! O Clubeer elabora uma curadoria especial para escolher as melhores cervejas que vão chegar ai na sua casa. Na assinatura você escolhe o kit que tem mais a ver com seu perfil e eles montam a sua seleção de cervejas, com guias e outros materiais especiais. Maneiríssimo ou não? Os kit variam de preço dependendo do seu estilo de breja, então pra conferir tudo direitinho, clica aqui e seja feliz!

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Outra queridíssima minha é a Caixa Cosmo. Ela é um clube de assinatura dos criativos. Ela foi criada por criativos e entrega todo mês um mix de 3 a 6 itens exclusivos, produzidos pelos mais talentosos artistas e produtores do mercado nacional e internacional. E tudo isso fica em off, cê só sabe quando os objetos chegam na sua casinha. Quer mais? Eles ainda tem um blog contando maneiras de pôr em prática e utilizar seus presentes. É amor ou não é? E pra você que é artista ou designer e quer expor seu trabalho ou só sugerir o trabalho de alguém, dá pra fazer isso sim! Só mandar um e-mail para curadoria@caixacosmo.com.br. “Topíssimo”! Para comprar apenas uma caixa eles cobram R$ 119,00, já o plano trimestral é R$ 109,00. Para conferir mais sobre esse projeto sensa, clica aqui!

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Por fim, mas não menos importante, a mais divulgadinha na net: A Tag – Experiências Literárias. O nosso clube do livro virtual. Todos os meses a curadoria conversa com alguma referência do cenário cultural para mandar o kit, que é composto da obra em si, acompanhada de uma revista deles e outros materiais exclusivos. Para assinar essa belezinha você paga R$ 69,90 por mês. Ficou curioso? Checa o site deles aqui ó!

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E aí? De qual gostaram mais? Me contem aí nos coments!

Beijo no core!

Eu sinto muito

Eu sinto. Eu sinto muito.

Eu sinto muito quando vejo cachorros na rua, implorando por um olhar, implorando por um carinho. Eu sinto muito que o casamento dos meus pais não tenha dado certo. Eu sinto muito perder o brilho nos olhos e sentir que sinto muito o tempo todo. Eu sinto muito que não tenha dado importância às coisas importantes na hora certa. Eu sinto muito que minha cabeça queira seguir em frente, mas meu coração tente cada vez mais se prender aos tropeços do passado. Eu sinto muito a dependência que tenho da minha mãe. Eu sinto muito o desespero de ver a vida passar e não poder pará-la, nem que seja por um segundo. Eu sinto muito o coração apertado de um amigo, mesmo a milhares de quilômetros. Eu sinto muito a saudade de ter a minha família reunida, na minha casa antiga, no lugar que eu chamava de lar. Eu sinto muito a palavra que não foi dita naquele dia, naquele local. Eu sinto muito a agonia de saber que a vida pode acabar a qualquer momento, sem mais nem menos. Eu sinto muito a dor das pessoas como se fosse a minha. Eu sinto muito voltar a estaca zero no meu tratamento e sentir que, por mais que eu caminhe, permaneço no mesmo lugar. Eu sinto muito estar à deriva num mar de medos e incertezas. Eu sinto muito a vontade de estar perto, de abraçar as pessoas que eu amo.

Uma das coisas que mais ouço dos médicos, da minha terapeuta e da minha mãe é que eu sinto muito as coisas e esse é o meu problema. Se fulano sente algo, eu sinto aquela coisa 5 vezes mais. Sinceramente, isso na maioria das vezes é uma droga. Contudo, sentir tudo tão intensamente faz a gente olhar o mundo diferente, dar valor as pequenas coisas da vida e principalmente ter o que o mundo mais necessita hoje em dia: Empatia. Esse vídeo traduz bem o que é empatia e como ela é fundamental pra nossa sociedade. Durante esses tempo difíceis que estou passando, reconheço o quanto preciso disso.

Eu sinto muito. Eu sinto tudo. Eu sinto o mundo.

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Há aproximadamente três dias de 2016 me deparo com o que seria uma retrospectiva de 2015. Num primeiro momento as coisas parecem ter sido bem difíceis e sofridas, mas se enxergo com mais cautela vejo que durante o trajeto o sol me iluminou mais do que as sombras me consumiram. Afinal, achei em um velho caderno meu um lista de metas que insisto em fazer todo começo de ano, e nesses 365 dias consegui realizar mais coisas do que almejei. Mas vamos a minha linha do tempo de 2015.

Bem, começamos já com um grande avanço na minha vida amorosa – e digo grande mesmo -, arrumei um melhor-amigo-namorado-companheiro do mundo, que me ajudou a levantar a cada tropeço que dei e motivou muitos dos meus sorrisos. Depois tive a evolução e transformação da minha “condição”. Eu ainda não fiz minhas pazes com o que aconteceu, mas depois de um mês sem ter nenhuma crise eu consigo enxergar meu crescimento como pessoa, e o reconhecimento da verdadeira Júlia e sua condição de eterna metamorfose, que tudo isso me proporcionou. Foi uma caminhada longa, medo e cansaço andaram de mãos dadas comigo o tempo todo, e ainda não sei como consegui vencer essa etapa. O que eu sei – ou acho que sei – é que as coisas parecem finalmente ter se encaixado, estou otimista com um futuro melhor, mas principalmente focada num presente que me preencha e seja de fato um p-r-e-s-e-n-t-e.

Também, vi e revi meus conceitos de mundo. Mais que tudo, aprendi muito com as pessoas que passaram pela minha vida esse ano. Aprendi o valor das amizades, como algumas são passageiras, outras são infelizes, e poucas são para guardar para uma vida. Aprendi que a ignorância é uma benção, que ignorar uma falta de gentileza ou uma pessoa inconveniente tornará o seu dia bem mais leve. Pague a taxa do bom viver. Aprendi o que é ter seu bicho de estimação como melhor amigo e confidente. Aprendi a não chorar sobre o leite derramado, deixe ir o que te fez mal para que coisas boas possam chegar. Aprendi a importância da família e também a enxergar seus defeitos, limitações e qualidades, e administrar tudo da melhor maneira – isso é um eterno aprendizado. Aprendi, ainda, a efemeridade que permeia o próprio conceito de vida.

Finalizo esse ano com esperança, algo essencial para todos e que parece aflorar na virada de ano. Que possamos ter esse sentimento de recomeço todos os dias, e assim fazer com que cada amanhecer possa ser uma nova oportunidade de ser feliz, de realizar grandes feitos e contaminar com sentimentos bons o máximo de pessoas que conseguirmos.

Um felicíssimo ano novo!

Mudaram as estações

Dá um play aí e boa leitura!

Me descobri outra. Ainda tenho o mesmo nome de registro, a mesma família e pelo que sei, o mesmo corpo. Mas não sou a Júlia do ano passado, do mês passado, de ontem ou de um segundo atrás, sou outra pessoa. Isso me dá uma certa angústia e ao mesmo tempo uma certa curiosidade do que serei e do que realmente já fui.

Mudaram as estações e tudo mudou. Não foi só o corte de cabelo. Não foi só o jeito de vestir. Não foi só a adição de mais uma marca de expressão no meu rosto. Não foi só o fato de eu (finalmente) aderir ao uso dos meus óculos. Foi o meu olhar para as pessoas. Foi a minha sensibilidade para/com o mundo. Foi a maturidade para lidar com as coisas que posso controlar e as coisas que não posso. Foi o jeito de abraçar minha mãe e as pessoas que amo como se fosse a última vez. Foi o discernimento de quem é meu amigo e quem é meu colega. Mas apesar de todas essas mudanças, ainda consigo enxergar a essência da Júlia. Essa é eterna e imutável.

Costumo fazer um exercício quase diário de me olhar no espelho fixamente por algum período de tempo e procurar mudanças. Por que? Porque acredito que a metamorfose interna reflete no nosso exterior também, e tenho o ávido desejo de me redescobrir sempre que posso. É uma experiência e tanto! Depois disso olhe uma foto antiga, pense no caminho que você trilhou para chegar até onde chegou. O que você alcançou? O que deixou para trás? Naquela encruzilhada entre duas possíveis escolhas o que você aprendeu? Questione-se. Reflita. Chegue a uma verdade. Esteja disposto a descartar essa mesma verdade amanhã.

No trajeto entre o nascimento e a morte devemos nos libertar dos rótulos e barreiras invisíveis que nos forçam a permanecer sempre o mesmo indivíduo, estagnado na sua própria evolução e revolução. Se permita. Se liberte. Se desapegue de si. Seja o que foi, o que é e o que será. Seja.

A vida é efêmera e mutante e já dizia Lulu: nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará.

Uma foto minha com direito a muita exuberância para fechar esse texto mara.

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A verdade sobre mim

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Muitos podem não saber, mas esse espaço foi criado com o objetivo de ajudar na minha terapia. Na verdade, poucos devem saber que faço terapia. Essa será uma carta de desabafo, de esclarecimento e acima de tudo, uma carta de coração.

Ouvi bastante sobre como é perigoso se expor na internet, mas sinceramente eu estou cansada, sim, cansada. Cansada de ver as pessoas me olharem estranho quando sabem (o mínimo) do que eu tenho/passo. De ter que lidar com o preconceito velado por pena. E principalmente pela falta de compreensão, compaixão e amor. Vou contar o que acho que devo e me sinto confortável pra contar.

Venho lidando com depressão e ansiedade há mais ou menos 5 anos, nos últimos dois o quadro evoluiu para pânico e outros tipos de crise. Há intervalos entre momentos bons e ruins. Estou num momento ruim. Durante os picos de stress/emoções fortes meu corpo se acostumou a ter uma válvula de escape que chamo de crise, começo a tê-la consciente e termino inconsciente e durante ela tenho todo tipo de comportamento. Tenho falta de ar. Tenho paralisia em algumas partes. Tenho desespero. Tenho medo.

Quem presencia algum “evento” desse fica assustado também, eu entendo isso, é uma experiência diferente de todas. Mas o que muitos não entendem é o que se passa dentro da minha cabeça, como é não estar na realidade, como é ter alucinações, como é estar preso numa armadilha feita pelo seu próprio cérebro e viver em constante alerta esperando a próxima crise. Não poder confiar no próprio cérebro? Meio complicado ein, amigo. Ninguém sabe como é viver um pesadelo acordado. Então que tal fazer o famoso “se colocar no lugar do outro” antes de julgar, ein? Porque depois de tanto tempo trabalhando para conseguir me aceitar como sou, é difícil ver as pessoas mais próximas não conseguirem me aceitar.

Não preciso de pena. Não preciso de “vai melhorar”. Preciso de “cara, eu tô aqui para o que precisar”. Preciso de compreensão nos momentos ruins. Nos momentos que preciso ficar sozinha. Nos momentos que choro “sem motivo”. Aliás, quero pontuar coisas que mais irritam/chateiam alguém na minha condição.

  • Quando alguém diz “mas as coisas estão indo tão bem pra você”.
  • Quando alguém acha que seu choro/tristeza não tem motivo.
  • Quando não entendem que queremos companhia, mas ao mesmo tempo queremos ficar na nossa. Sem perguntas. Sem pressão.
  • Quando dizem “mas tem tanta gente pior por ai”. Amigo, problemas são problemas. Não meça meus problemas, parça.
  • Quando tentam te analisar psicologicamente.
  • Quando acham terapia vai te curar em 2 meses.
  • Quando te culpam pela situação em que você está.
  • Quando acham que você pode menos, ou tem menos capacidade que os outros.
  • Quando minimizam sua dor.
  • Quando dizem que “isso é só uma fase”.

Entendido? E outra coisa, a Lola é sim uma das coisas mais importantes pra mim sim, não é atoa que ela é minha cachorra anti-depressão, minha fonte de felicidade. Ela simplesmente me protege e fica do meu lado o tempo todo. Ela me dá uma pontinha de esperança quando nada parece dar certo. Essa é uma das muitas razões pelas quais ela é tão especial. Tem ideia to que é estar imóvel, sem ar e ela estar revezando entre meu rosto e meu pé para me lamber tentando me trazer de volta? Não tem explicação para isso.

Não poderia falar da Lola sem agradecer a minha mãe, meu namorado e minha tia, não me esquecendo dos primos e amigos, eles têm estado comigo nos piores momentos, cuidam de mim, me dão apoio e garra pra viver um dia de cada vez.

E é esse o segredo. Viver um dia de cada vez. Ocupar a mente e o coração com coisas boas.

Precisava desse desabafo, precisava sair desse armário de isolamento, de omissão, de negação. E esse post vale para qualquer outra pessoa que sofra qualquer tipo de preconceito ou opressão. Saia de vez desse armário. Se liberte dessas amarras que o prendem a esse medo da rejeição.

Essas músicas participaram/participam dessa minha trajetória, seja em momentos bons ou ruins.

 

 

 

 

 

Comente aqui embaixo o que você sentiu lendo esse post, o que você acha, a sua história. Enfim, me dê uma luz aqui.

Rock in Rio 2015 – A Odisseia

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OBS: Perdoem a qualidade das imagens, foram tiradas pelo celular.

As últimas semanas têm sido bem corridas, com a bolsa, aulas de fotografia, natação e no penúltimo final de semana, Rock in Rio, bebê. Gente, foi a primeira vez que fui a um festival dessa magnitude e tenho que dizer que foi uma experiência e tanto, e como tudo que vivencio de legal eu tento trazer para cá, cá estou eu para compartilhar o que foi uma mistura de êxtase com um pouco de dor de cabeça.

Então, para começar tudo isso foi um acaso e pura sorte, os pais de um amigo do Gu não puderam ir mais e ele vendeu os ingressos pra gente por um preço SUPER camarada há uma semana do show. Ah, fomos no primeiro dia (Script, One Republic e Queen + Adam Lambert). Decidimos ir todos juntos -eu, Gu, o amigo dele e sua irmã- de ônibus e voltar logo quando o show acabasse, sabíamos que ia ser uma aventura e tanto, mas era algo que seria inesquecível.

Nossa checklist do RiR:

  • Pochete Porta Documentos.
  • Cartão de crédito, R$250,00 em dinheiro, Identidade, Carteira Unimed, Carteira Universidade.
  • Protetor Solar.
  • Celular.
  • Bateria externa.
  • 5 Alimentos (3 biscoitos salgados e 2 doces).
  • Casaco.
  • Sandália de dedo.
  • Escova de dentes, pasta, pente, enxaguante bucal, lenços umidecidos, desodorante roll on.
  • Canga de praia.
  • Sachê de sal.
  • Capa de Chuva.

O que deveríamos ter acrescentado a checklist:

  • Toalha de rosto.
  • Chapéu.
  • Garrafa de água destampada (tampa escondida).
  • Guarda chuva velho.
  • Leque.

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Saímos de Juiz de Fora às 6:50 da manhã e chegamos no Rio às 10 horas. Chegando na Rodoviária do Rio nós pegamos o ônibus para o Terminal da Alvorada (R$ 15,00) e lá compramos o bilhete do BRT que vale para ida e volta (R$ 3,40), tudo muito tranquilo, não tinha fila a essa hora. Ah, esqueci de mencionar que o calor de 40 graus do Rio estava I-N-S-U-P-O-R-T-A-V-E-L, até a “brisa” estava quente -os animaizinhos aqui não tinham checado a previsão do tempo e nos fu@#*&# -, não aguentamos nem ir andando até o shopping da Barra, resolvemos almoçar numa galeria que ficava mais perto do Terminal da Alvorada. Pela Glória Divina nós almoçamos dentro de um self-service onde tinha um ar condicionado abençoado pela Deusa. Acabamos de comer e cometemos o erro de ir cedo e esperar na porta do RiR. Isso era 12:30, meus amigos, e eu não sou o bola de fogo mas o calor estava de matar, trucidar, evaporar qualquer indivíduo.

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Rindo pra não chorar

Para driblar aquele calor infernal e mais de 2 horas em pé no sol nós compramos bastante água -ps: a medida que você vai chegando perto da porta o preço da água só aumenta- e um guarda-chuva para proteger do sol -a melhor aquisição das nossas vidas. Nesse momento nós também patenteamos um método de refrescar aderido por toda galera que estava lá (créditos ao João), que era balançar o guarda-chuva na vertical e gerar uma brisa artificial, coisa boba mas fez a diferença. A maquiagem que fiz pra pagar de alternativa foi pelo ralo com litros de suor, sério, só na entrada já dava para sentir o cheiro do cecê no ar (meu incluso). Conhecemos uma família legal na fila e, como todo bom brasileiro, ficamos reclamando horrores do tempo e nos tornamos BFF’s. Chegando perto do portão tinha uma das coisas mais legais do dia, um cavalo e um panda rockeiros e provavelmente mortos dentro daquela fantasia.

E então foi dada a largada, os portões se abriram. RELEEEEEEEASE DE KRAKEN.

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Estamos dentro, porra!

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Foi ai que rolou, de fato, o primeiro stress do dia, as mulheres que estavam responsáveis pela revista das mochilas não deixaram passar NENHUM salgado, ou biscoito, ou qualquer coisa que estivesse embalada em algo não transparente, isso porque no regulamento do evento foi dito que era permitida SIM a entrada de alimentos lacrados e alimentos como sanduíches é que deveriam estar em embalagens do tipo zip-lock. Resumo: tive que jogar TUDO que comprei fora e fiquei mais demônia que a Angel de Verdades Secretas -me julguem, mas o Hugo Gloss me contagiou com os resumos da novela mais polêmica dos últimos tempos. Passado isso, entramos na Cidade do Rock e procuramos uma sombra para recuperar um pouco da energia e explorarmos um pouco.

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Flashs do Rir

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De boas admirando o Palco Mundo

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Eu retardada mental

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O que descobrimos:

  • O aplicativo Bloom não ajudava em nada na fila dos brinquedos e num piscar de olhos tudo já estava agendado até 2030.
  • Estávamos tão cansados da espera na fila que não vimos o que os patrocinadores davam de brindes. Mil lágrimas rolaram/rolam.
  • A Multishow estava distribuindo senhas de WiFi para usar por uma hora e fazendo tatuagens estilo chiclete dos anos 2000.
  • As coisas vendidas na lojinha custavam mais que criar dois filhos. Mas vale a pena levar uns 150 reais para gastar com lembrancinhas, afinal, não é todo dia que você vai no Rock in Rio, né?
  • Aquele esguicho nas letras do RiR foi salvador, refrescou muuuito.
  • Bebedouros com filas quilométricas.
  • Banheiros super limpos, para um festival daquela magnitude, realmente me impressionei.
  • Rock in Rio também tem cultura afro, grupos fizeram danças e se customizaram!
  • E umas tiradas muito legais, como essa:

Foi chegada a hora do show de abertura que foi D-E-M-A-I-S, Skank e Capital levantaram a galera, Ney Matogrosso foi lacrador, Jota Quest pura nostalgia, enfim, não vou colocar todos, mas saibam que valeu a pena! O intervalo entre shows era de mais ou menos 40 minutos, então a galera sentava um pouquinho e esperava o próximo. O primeiro show após a abertura foi do Script e me surpreendeu, de todos os shows foi o que mais gostei -apesar de não conhecer a banda direito. Por que? Simplesmente o vocalista se conectou com o público de uma forma que nunca vi, desceu até a plateia, pegou câmera e filmou a galera, falou o máximo que conseguiu de português. Muito bom mesmo!

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Logo depois teve One Republic, uma banda que gosto muito e sei a maioria das músicas, mas que em performance me decepcionou, me pareceu que foi um show deles para eles, mas mesmo assim agitou a galera, principalmente com “Apologize”, a música mais conhecida deles. Nós estávamos lá na frente, as duas primeiras bandas foram tranquilas de assistir, apesar do calor infernal e da sede de matar, foi bem legal, no entanto entre o meio do show do One Republic e o final, o Gu começou a passar mal, a pressão baixou, não tínhamos comido direito e eu fiquei desesperada, o jeito foi sair de lá quando o show acabou. Nunca vi tanta gente mal educada e mal humorada, eles sentavam no chão ou se espremiam e diziam “não tem espaço” com a cara mais deslavada do mundo, isso me irritou mais que tudo na vida. Quase arrumei briga com uma mulher que foi bem idiota, mas meu namorado deboísta me puxou antes que eu desse uma voadora nela.

Foi então que a Odisseia da pressão baixa começou, eu cuidei do Gu e depois comecei a passar mal também. Resumo, mais passei mal no show do Queen que assisti, mas valeu a pena e sobrevivemos.

Saímos de lá eram quase 4 horas da manhã, pegamos o BRT, e da Alvorada pegamos o único ônibus para rodoviária do Rio que demorou UMA HORA para chegar, sério, e não tinha lugar para sentar. Queria morrer. Dormimos a viagem toda para JF e o resto da semana também – brinks.

Essa foi a história do meu primeiro (e espero que não seja o único) Rock in Rio. Vale a pena demaaaaais, é um big festival com muita gente diferente, um lugar onde você faz muitos amigos nas filas e ainda vê muito coisa retardada nos grupos do facebook. #vemnimimRiR2017

Beijo no core!

O amor é um verbo

Sentei na poltrona 20, corredor, o de sempre. Já me acomodei e coloquei o cinto como boa virginiana que sou, cabeça a mil, nunca é fácil me despedir do namorado. O bom de viagens longas é ficar sem sinal no celular e ter tempo de vaguear pelos pensamentos mais profundos, sem noção e valiosos que tenho. My precious. A música sempre me ajudou a refletir sobre as coisas da vida que realmente valem a pena e que esperam um minuto de descuido para poderem germinar na mente, e não deu outra, me descuidei. Que descuido gostoso ao som de Love is a verb do John Mayer. Genialidade é pouco para descrever as músicas compostas por ele, a habilidade de captar situações da vida, sentimentos e colocar um pedacinho d’alma associado a alguns acordes. Meu amigo, essa habilidade é rara!

 

A letra diz muito sobre o que realmente é o amor e te faz refletir sobre o que você faz para mostrar que ama alguém. E ai, o que você faz ? Onde reside esse sentimento que tantos falam e poucos entendem da sua real essência? Talvez eu mesma não possa lhe dizer o que é nessa leitura descontraída, porque o amor, meu caro, não pode ser definido em palavras. Presunçoso é quem diz que sabe exatamente o que é o amor e ainda o classifica semanticamente.

Para mim o amor é meu namorado colocar chinelos na porta do banheiro para que eu não saia do banho e pise no chão gelado. Amor é meu pai ligar quase todos os dias para mim, reclamar que eu não ligo, prometer que não vai ligar mais e ligar mesmo assim. Amor é minha mãe ainda deitar comigo de conchinha antes de dormir e cantar canção de ninar, principalmente quando estou triste. Amor é quando meu irmão, quando soubemos que nossos pais iriam se separar, saiu comigo de carro e não trocou uma só palavra, mas estava lá. Amor é quando eu saio 5 minutos de casa e abro a porta e Lola –minha filha canina- vem me recepcionar com a felicidade e saudade de quem não me vê há 5 anos. Amor é quando minha cunhada convence meu irmão a me levar em algum lugar de carro, só para poder me agradar. Amor é quando minha avó chora ao ver meu irmão –inveja é o que eu sinto por ela não chorar quando me vê. Poderia passar vidas dando exemplos, mas amor para mim está resumido nesse parágrafo, são as pequenas atitudes do dia a dia que dão sentido a esse estado de espírito almejado por tantos. Não se trata de dinheiro, nem mesmo de falar “eu te amo”, se trata de demonstrar do jeito que puder e souber, o quanto aquela pessoa é importante para você e a diferença que ela faz nos pequenos detalhes da vida.

Não sei porque e não preciso de porquê, mas vou colocar essa música deliciosa para finalizar essa auto intitulada crônica. E aí, o que você faz para fazer as pessoas que te importam se sentirem amadas?

 

Beijo no core.

Sobre adotar e amar

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Quem me conhece sabe que desde sempre tive muitos animais. Era cachorro, passarinho, tartaruga, coelho, pato, cavalo, cabrito, e era puro amor e alegria. Quando algum novo animalzinho chegava lá em casa era uma reunião de família, de um lado meu pai e meu irmão tentando boicotar com qualquer nome bobo, do outro eu e minha mãe tentando escolher um nome adequado para meu filho. A situação chegou a tal ponto que fizemos o casamento de Toco e Nina (centenários na idade canina), ambos com trajes de casamento. Meu irmão vestia um terno e eu uma roupa arrumada, acho que o padre foi a minha mãe e o bolo foi ração com leite, e não eu não comi – dessa vez.

No ano passado eu queria um novo amiguinho de presente de aniversário e foi então que começou a Odisseia do mini coelho. Eu descobri por forças do destino que mini coelho era o animal certo pra mim e queria porque queria um, as palavras “mini coelho” foram mais ditas que “to com sono”, acredite isso é muito. Ligamos para trilhões de pessoas e quase pedi um por sedex, foi em uma dessas tentativas que entrei em um petshop e me deparei com filhotes de yorkshire. Amor a primeira vista. Outra vez ligamos para vários canis e encontrei o amor da minha vida -na forma canina-, Lola. Ela é a maior amiga, confidente e companheira que já tive, cuida de mim em todos os momentos e de quebra dorme de conchinha, quer mais?

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E esse ano, por meio de amigos e redes sociais, me inteirei mais sobre a questão do abandono animal e da adoção. E foi especialmente esse vídeo sobre as responsabilidades da adoção que vou mostrar a seguir que me despertou da inércia social em que me encontrava.

Então, eu e minha amiga (Japa), que mora comigo, resolvemos adotar uma gatinha, e foi puro amor. Lembro que todos os nossos amigos foram lá para casa para receber a nova integrante da família e claro, escolher o nome. Depois de muitas sugestões Victor finalmente disse “Beck”. Sim, de baseado. Humanas, minha gente, humanas. E assim ficou.

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Minha vontade é de adotar todos os animais carentes e abandonados do mundo, mas como não posso vou dar minha dica e espero que alguém que esteja lendo isso agora se solidarize.

1- Se souber de algum animal abandonado, contate a ONG ou órgão responsável pela causa. Se não houver nenhum na sua região, alimente o bichinho, dê os primeiros socorros e compartilhe nas redes sociais sobre a necessidade de uma casa para ele -alertando sempre para a adoção consciente, peça para que compartilhem até que de fato ele seja adotado.

2- No facebook você sempre vai encontrar lares e locais encarregados de cuidarem dos animais abandonados. Ajude compartilhando as publicações, doando ração e se puder, adote! Em juiz de fora temos o Casa com Gato e o Canil Municipal, que eu conheço.

3-Agora uma novidade, um aplicativo foi criado pelos chamados DogLikers, o Au.dote. Ele é o tinder dos apaixonados por cães, você sabe tudo sobre o cão que quiser adotar e a quantos quilômetros de distância ele está de você, quer coisa mais legal? É importante dizer que só podem anunciar cães as ONG’s que forem aprovadas pelo time DogLikers, assim quem adotar terá total segurança e apoio.

4-A atenção que você der a um animal abandonado nas ruas, por mais passageira que seja, fará toda diferença para ele! Então o que custa fazer aquele cafuné no cachorro que está do seu lado, ein?

E é isso, galera, espero que de alguma forma eu tenha tocado o seu coração. Abrace essa causa. Adote!

40 cm de felicidade

   

Olá, olá! Hoje trago um assunto que penso que todos deveriam compartilhar comigo, a compaixão. Sentimento nobre, que para mim nada tem haver com piedade ou pena, mas a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir-se solidário. É nesse sentido, que venho relatar minha última experiência e tentar tocar o coração de quem me lê agora.

Na última sexta-feira fui cortar o cabelo, e o que seria só cortar a franja se transformou em algo que me deixou muito mais feliz e de bem com o mundo. Cortei 40 cm de cabelo para doar. 40 cm de felicidade para outra pessoa, seja criança ou adulto, que esteja sofrendo com o a agressividade do tratamento do câncer.  Não posso dizer que sei como deve ser difícil todo o processo, porque não sei, mas não me falta a o desejo de poder de alguma forma minimizar o sofrimento de mais de 580 mil pessoas que sofrem da doença.

Não tenho como descrever como me senti cortando o cabelo e pensando em como outra pessoa se sentiria bem, com a auto estima elevada e o coração cheio de esperança. Foi inspirador, renovador e motivador. Foi tudo!

Ainda estou com o “rabinho” aqui para entregar e quero entregar pessoalmente. Sentir todo aquele clima e, se possível, me voluntariar para ajudar e participar dessa caminhada difícil contra o câncer.

Se você, assim como eu, tem uma vontade maior que o mundo de ajudar e contribuir para a felicidade do outro, entre em contato com as instituições de câncer da sua cidade, cidade próxima ou postos de saúde que poderão te informar acerca do assunto. Também é possível doar via correio para a instituição Cabelegria, que trabalha com doações feitas para crianças – além do site eles também possuem um canal no youtube onde contam experiências e mostram crianças recebendo suas perucas. Sensacional!

 Espero ter te tocado de alguma maneira. Ajude como puder. Use sua compaixão. Seja humano. 

 P.S: Flw.vlw.