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Julices

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2MIL16

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Há aproximadamente três dias de 2016 me deparo com o que seria uma retrospectiva de 2015. Num primeiro momento as coisas parecem ter sido bem difíceis e sofridas, mas se enxergo com mais cautela vejo que durante o trajeto o sol me iluminou mais do que as sombras me consumiram. Afinal, achei em um velho caderno meu um lista de metas que insisto em fazer todo começo de ano, e nesses 365 dias consegui realizar mais coisas do que almejei. Mas vamos a minha linha do tempo de 2015.

Bem, começamos já com um grande avanço na minha vida amorosa – e digo grande mesmo -, arrumei um melhor-amigo-namorado-companheiro do mundo, que me ajudou a levantar a cada tropeço que dei e motivou muitos dos meus sorrisos. Depois tive a evolução e transformação da minha “condição”. Eu ainda não fiz minhas pazes com o que aconteceu, mas depois de um mês sem ter nenhuma crise eu consigo enxergar meu crescimento como pessoa, e o reconhecimento da verdadeira Júlia e sua condição de eterna metamorfose, que tudo isso me proporcionou. Foi uma caminhada longa, medo e cansaço andaram de mãos dadas comigo o tempo todo, e ainda não sei como consegui vencer essa etapa. O que eu sei – ou acho que sei – é que as coisas parecem finalmente ter se encaixado, estou otimista com um futuro melhor, mas principalmente focada num presente que me preencha e seja de fato um p-r-e-s-e-n-t-e.

Também, vi e revi meus conceitos de mundo. Mais que tudo, aprendi muito com as pessoas que passaram pela minha vida esse ano. Aprendi o valor das amizades, como algumas são passageiras, outras são infelizes, e poucas são para guardar para uma vida. Aprendi que a ignorância é uma benção, que ignorar uma falta de gentileza ou uma pessoa inconveniente tornará o seu dia bem mais leve. Pague a taxa do bom viver. Aprendi o que é ter seu bicho de estimação como melhor amigo e confidente. Aprendi a não chorar sobre o leite derramado, deixe ir o que te fez mal para que coisas boas possam chegar. Aprendi a importância da família e também a enxergar seus defeitos, limitações e qualidades, e administrar tudo da melhor maneira – isso é um eterno aprendizado. Aprendi, ainda, a efemeridade que permeia o próprio conceito de vida.

Finalizo esse ano com esperança, algo essencial para todos e que parece aflorar na virada de ano. Que possamos ter esse sentimento de recomeço todos os dias, e assim fazer com que cada amanhecer possa ser uma nova oportunidade de ser feliz, de realizar grandes feitos e contaminar com sentimentos bons o máximo de pessoas que conseguirmos.

Um felicíssimo ano novo!

Mudaram as estações

Dá um play aí e boa leitura!

Me descobri outra. Ainda tenho o mesmo nome de registro, a mesma família e pelo que sei, o mesmo corpo. Mas não sou a Júlia do ano passado, do mês passado, de ontem ou de um segundo atrás, sou outra pessoa. Isso me dá uma certa angústia e ao mesmo tempo uma certa curiosidade do que serei e do que realmente já fui.

Mudaram as estações e tudo mudou. Não foi só o corte de cabelo. Não foi só o jeito de vestir. Não foi só a adição de mais uma marca de expressão no meu rosto. Não foi só o fato de eu (finalmente) aderir ao uso dos meus óculos. Foi o meu olhar para as pessoas. Foi a minha sensibilidade para/com o mundo. Foi a maturidade para lidar com as coisas que posso controlar e as coisas que não posso. Foi o jeito de abraçar minha mãe e as pessoas que amo como se fosse a última vez. Foi o discernimento de quem é meu amigo e quem é meu colega. Mas apesar de todas essas mudanças, ainda consigo enxergar a essência da Júlia. Essa é eterna e imutável.

Costumo fazer um exercício quase diário de me olhar no espelho fixamente por algum período de tempo e procurar mudanças. Por que? Porque acredito que a metamorfose interna reflete no nosso exterior também, e tenho o ávido desejo de me redescobrir sempre que posso. É uma experiência e tanto! Depois disso olhe uma foto antiga, pense no caminho que você trilhou para chegar até onde chegou. O que você alcançou? O que deixou para trás? Naquela encruzilhada entre duas possíveis escolhas o que você aprendeu? Questione-se. Reflita. Chegue a uma verdade. Esteja disposto a descartar essa mesma verdade amanhã.

No trajeto entre o nascimento e a morte devemos nos libertar dos rótulos e barreiras invisíveis que nos forçam a permanecer sempre o mesmo indivíduo, estagnado na sua própria evolução e revolução. Se permita. Se liberte. Se desapegue de si. Seja o que foi, o que é e o que será. Seja.

A vida é efêmera e mutante e já dizia Lulu: nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará.

Uma foto minha com direito a muita exuberância para fechar esse texto mara.

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A verdade sobre mim

a verdade sobre mim

Muitos podem não saber, mas esse espaço foi criado com o objetivo de ajudar na minha terapia. Na verdade, poucos devem saber que faço terapia. Essa será uma carta de desabafo, de esclarecimento e acima de tudo, uma carta de coração.

Ouvi bastante sobre como é perigoso se expor na internet, mas sinceramente eu estou cansada, sim, cansada. Cansada de ver as pessoas me olharem estranho quando sabem (o mínimo) do que eu tenho/passo. De ter que lidar com o preconceito velado por pena. E principalmente pela falta de compreensão, compaixão e amor. Vou contar o que acho que devo e me sinto confortável pra contar.

Venho lidando com depressão e ansiedade há mais ou menos 5 anos, nos últimos dois o quadro evoluiu para pânico e outros tipos de crise. Há intervalos entre momentos bons e ruins. Estou num momento ruim. Durante os picos de stress/emoções fortes meu corpo se acostumou a ter uma válvula de escape que chamo de crise, começo a tê-la consciente e termino inconsciente e durante ela tenho todo tipo de comportamento. Tenho falta de ar. Tenho paralisia em algumas partes. Tenho desespero. Tenho medo.

Quem presencia algum “evento” desse fica assustado também, eu entendo isso, é uma experiência diferente de todas. Mas o que muitos não entendem é o que se passa dentro da minha cabeça, como é não estar na realidade, como é ter alucinações, como é estar preso numa armadilha feita pelo seu próprio cérebro e viver em constante alerta esperando a próxima crise. Não poder confiar no próprio cérebro? Meio complicado ein, amigo. Ninguém sabe como é viver um pesadelo acordado. Então que tal fazer o famoso “se colocar no lugar do outro” antes de julgar, ein? Porque depois de tanto tempo trabalhando para conseguir me aceitar como sou, é difícil ver as pessoas mais próximas não conseguirem me aceitar.

Não preciso de pena. Não preciso de “vai melhorar”. Preciso de “cara, eu tô aqui para o que precisar”. Preciso de compreensão nos momentos ruins. Nos momentos que preciso ficar sozinha. Nos momentos que choro “sem motivo”. Aliás, quero pontuar coisas que mais irritam/chateiam alguém na minha condição.

  • Quando alguém diz “mas as coisas estão indo tão bem pra você”.
  • Quando alguém acha que seu choro/tristeza não tem motivo.
  • Quando não entendem que queremos companhia, mas ao mesmo tempo queremos ficar na nossa. Sem perguntas. Sem pressão.
  • Quando dizem “mas tem tanta gente pior por ai”. Amigo, problemas são problemas. Não meça meus problemas, parça.
  • Quando tentam te analisar psicologicamente.
  • Quando acham terapia vai te curar em 2 meses.
  • Quando te culpam pela situação em que você está.
  • Quando acham que você pode menos, ou tem menos capacidade que os outros.
  • Quando minimizam sua dor.
  • Quando dizem que “isso é só uma fase”.

Entendido? E outra coisa, a Lola é sim uma das coisas mais importantes pra mim sim, não é atoa que ela é minha cachorra anti-depressão, minha fonte de felicidade. Ela simplesmente me protege e fica do meu lado o tempo todo. Ela me dá uma pontinha de esperança quando nada parece dar certo. Essa é uma das muitas razões pelas quais ela é tão especial. Tem ideia to que é estar imóvel, sem ar e ela estar revezando entre meu rosto e meu pé para me lamber tentando me trazer de volta? Não tem explicação para isso.

Não poderia falar da Lola sem agradecer a minha mãe, meu namorado e minha tia, não me esquecendo dos primos e amigos, eles têm estado comigo nos piores momentos, cuidam de mim, me dão apoio e garra pra viver um dia de cada vez.

E é esse o segredo. Viver um dia de cada vez. Ocupar a mente e o coração com coisas boas.

Precisava desse desabafo, precisava sair desse armário de isolamento, de omissão, de negação. E esse post vale para qualquer outra pessoa que sofra qualquer tipo de preconceito ou opressão. Saia de vez desse armário. Se liberte dessas amarras que o prendem a esse medo da rejeição.

Essas músicas participaram/participam dessa minha trajetória, seja em momentos bons ou ruins.

 

 

 

 

 

Comente aqui embaixo o que você sentiu lendo esse post, o que você acha, a sua história. Enfim, me dê uma luz aqui.

Rock in Rio 2015 – A Odisseia

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OBS: Perdoem a qualidade das imagens, foram tiradas pelo celular.

As últimas semanas têm sido bem corridas, com a bolsa, aulas de fotografia, natação e no penúltimo final de semana, Rock in Rio, bebê. Gente, foi a primeira vez que fui a um festival dessa magnitude e tenho que dizer que foi uma experiência e tanto, e como tudo que vivencio de legal eu tento trazer para cá, cá estou eu para compartilhar o que foi uma mistura de êxtase com um pouco de dor de cabeça.

Então, para começar tudo isso foi um acaso e pura sorte, os pais de um amigo do Gu não puderam ir mais e ele vendeu os ingressos pra gente por um preço SUPER camarada há uma semana do show. Ah, fomos no primeiro dia (Script, One Republic e Queen + Adam Lambert). Decidimos ir todos juntos -eu, Gu, o amigo dele e sua irmã- de ônibus e voltar logo quando o show acabasse, sabíamos que ia ser uma aventura e tanto, mas era algo que seria inesquecível.

Nossa checklist do RiR:

  • Pochete Porta Documentos.
  • Cartão de crédito, R$250,00 em dinheiro, Identidade, Carteira Unimed, Carteira Universidade.
  • Protetor Solar.
  • Celular.
  • Bateria externa.
  • 5 Alimentos (3 biscoitos salgados e 2 doces).
  • Casaco.
  • Sandália de dedo.
  • Escova de dentes, pasta, pente, enxaguante bucal, lenços umidecidos, desodorante roll on.
  • Canga de praia.
  • Sachê de sal.
  • Capa de Chuva.

O que deveríamos ter acrescentado a checklist:

  • Toalha de rosto.
  • Chapéu.
  • Garrafa de água destampada (tampa escondida).
  • Guarda chuva velho.
  • Leque.

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Saímos de Juiz de Fora às 6:50 da manhã e chegamos no Rio às 10 horas. Chegando na Rodoviária do Rio nós pegamos o ônibus para o Terminal da Alvorada (R$ 15,00) e lá compramos o bilhete do BRT que vale para ida e volta (R$ 3,40), tudo muito tranquilo, não tinha fila a essa hora. Ah, esqueci de mencionar que o calor de 40 graus do Rio estava I-N-S-U-P-O-R-T-A-V-E-L, até a “brisa” estava quente -os animaizinhos aqui não tinham checado a previsão do tempo e nos fu@#*&# -, não aguentamos nem ir andando até o shopping da Barra, resolvemos almoçar numa galeria que ficava mais perto do Terminal da Alvorada. Pela Glória Divina nós almoçamos dentro de um self-service onde tinha um ar condicionado abençoado pela Deusa. Acabamos de comer e cometemos o erro de ir cedo e esperar na porta do RiR. Isso era 12:30, meus amigos, e eu não sou o bola de fogo mas o calor estava de matar, trucidar, evaporar qualquer indivíduo.

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Rindo pra não chorar

Para driblar aquele calor infernal e mais de 2 horas em pé no sol nós compramos bastante água -ps: a medida que você vai chegando perto da porta o preço da água só aumenta- e um guarda-chuva para proteger do sol -a melhor aquisição das nossas vidas. Nesse momento nós também patenteamos um método de refrescar aderido por toda galera que estava lá (créditos ao João), que era balançar o guarda-chuva na vertical e gerar uma brisa artificial, coisa boba mas fez a diferença. A maquiagem que fiz pra pagar de alternativa foi pelo ralo com litros de suor, sério, só na entrada já dava para sentir o cheiro do cecê no ar (meu incluso). Conhecemos uma família legal na fila e, como todo bom brasileiro, ficamos reclamando horrores do tempo e nos tornamos BFF’s. Chegando perto do portão tinha uma das coisas mais legais do dia, um cavalo e um panda rockeiros e provavelmente mortos dentro daquela fantasia.

E então foi dada a largada, os portões se abriram. RELEEEEEEEASE DE KRAKEN.

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Estamos dentro, porra!

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Foi ai que rolou, de fato, o primeiro stress do dia, as mulheres que estavam responsáveis pela revista das mochilas não deixaram passar NENHUM salgado, ou biscoito, ou qualquer coisa que estivesse embalada em algo não transparente, isso porque no regulamento do evento foi dito que era permitida SIM a entrada de alimentos lacrados e alimentos como sanduíches é que deveriam estar em embalagens do tipo zip-lock. Resumo: tive que jogar TUDO que comprei fora e fiquei mais demônia que a Angel de Verdades Secretas -me julguem, mas o Hugo Gloss me contagiou com os resumos da novela mais polêmica dos últimos tempos. Passado isso, entramos na Cidade do Rock e procuramos uma sombra para recuperar um pouco da energia e explorarmos um pouco.

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Flashs do Rir

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De boas admirando o Palco Mundo

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Eu retardada mental

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O que descobrimos:

  • O aplicativo Bloom não ajudava em nada na fila dos brinquedos e num piscar de olhos tudo já estava agendado até 2030.
  • Estávamos tão cansados da espera na fila que não vimos o que os patrocinadores davam de brindes. Mil lágrimas rolaram/rolam.
  • A Multishow estava distribuindo senhas de WiFi para usar por uma hora e fazendo tatuagens estilo chiclete dos anos 2000.
  • As coisas vendidas na lojinha custavam mais que criar dois filhos. Mas vale a pena levar uns 150 reais para gastar com lembrancinhas, afinal, não é todo dia que você vai no Rock in Rio, né?
  • Aquele esguicho nas letras do RiR foi salvador, refrescou muuuito.
  • Bebedouros com filas quilométricas.
  • Banheiros super limpos, para um festival daquela magnitude, realmente me impressionei.
  • Rock in Rio também tem cultura afro, grupos fizeram danças e se customizaram!
  • E umas tiradas muito legais, como essa:

Foi chegada a hora do show de abertura que foi D-E-M-A-I-S, Skank e Capital levantaram a galera, Ney Matogrosso foi lacrador, Jota Quest pura nostalgia, enfim, não vou colocar todos, mas saibam que valeu a pena! O intervalo entre shows era de mais ou menos 40 minutos, então a galera sentava um pouquinho e esperava o próximo. O primeiro show após a abertura foi do Script e me surpreendeu, de todos os shows foi o que mais gostei -apesar de não conhecer a banda direito. Por que? Simplesmente o vocalista se conectou com o público de uma forma que nunca vi, desceu até a plateia, pegou câmera e filmou a galera, falou o máximo que conseguiu de português. Muito bom mesmo!

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Logo depois teve One Republic, uma banda que gosto muito e sei a maioria das músicas, mas que em performance me decepcionou, me pareceu que foi um show deles para eles, mas mesmo assim agitou a galera, principalmente com “Apologize”, a música mais conhecida deles. Nós estávamos lá na frente, as duas primeiras bandas foram tranquilas de assistir, apesar do calor infernal e da sede de matar, foi bem legal, no entanto entre o meio do show do One Republic e o final, o Gu começou a passar mal, a pressão baixou, não tínhamos comido direito e eu fiquei desesperada, o jeito foi sair de lá quando o show acabou. Nunca vi tanta gente mal educada e mal humorada, eles sentavam no chão ou se espremiam e diziam “não tem espaço” com a cara mais deslavada do mundo, isso me irritou mais que tudo na vida. Quase arrumei briga com uma mulher que foi bem idiota, mas meu namorado deboísta me puxou antes que eu desse uma voadora nela.

Foi então que a Odisseia da pressão baixa começou, eu cuidei do Gu e depois comecei a passar mal também. Resumo, mais passei mal no show do Queen que assisti, mas valeu a pena e sobrevivemos.

Saímos de lá eram quase 4 horas da manhã, pegamos o BRT, e da Alvorada pegamos o único ônibus para rodoviária do Rio que demorou UMA HORA para chegar, sério, e não tinha lugar para sentar. Queria morrer. Dormimos a viagem toda para JF e o resto da semana também – brinks.

Essa foi a história do meu primeiro (e espero que não seja o único) Rock in Rio. Vale a pena demaaaaais, é um big festival com muita gente diferente, um lugar onde você faz muitos amigos nas filas e ainda vê muito coisa retardada nos grupos do facebook. #vemnimimRiR2017

Beijo no core!

O amor é um verbo

Sentei na poltrona 20, corredor, o de sempre. Já me acomodei e coloquei o cinto como boa virginiana que sou, cabeça a mil, nunca é fácil me despedir do namorado. O bom de viagens longas é ficar sem sinal no celular e ter tempo de vaguear pelos pensamentos mais profundos, sem noção e valiosos que tenho. My precious. A música sempre me ajudou a refletir sobre as coisas da vida que realmente valem a pena e que esperam um minuto de descuido para poderem germinar na mente, e não deu outra, me descuidei. Que descuido gostoso ao som de Love is a verb do John Mayer. Genialidade é pouco para descrever as músicas compostas por ele, a habilidade de captar situações da vida, sentimentos e colocar um pedacinho d’alma associado a alguns acordes. Meu amigo, essa habilidade é rara!

 

A letra diz muito sobre o que realmente é o amor e te faz refletir sobre o que você faz para mostrar que ama alguém. E ai, o que você faz ? Onde reside esse sentimento que tantos falam e poucos entendem da sua real essência? Talvez eu mesma não possa lhe dizer o que é nessa leitura descontraída, porque o amor, meu caro, não pode ser definido em palavras. Presunçoso é quem diz que sabe exatamente o que é o amor e ainda o classifica semanticamente.

Para mim o amor é meu namorado colocar chinelos na porta do banheiro para que eu não saia do banho e pise no chão gelado. Amor é meu pai ligar quase todos os dias para mim, reclamar que eu não ligo, prometer que não vai ligar mais e ligar mesmo assim. Amor é minha mãe ainda deitar comigo de conchinha antes de dormir e cantar canção de ninar, principalmente quando estou triste. Amor é quando meu irmão, quando soubemos que nossos pais iriam se separar, saiu comigo de carro e não trocou uma só palavra, mas estava lá. Amor é quando eu saio 5 minutos de casa e abro a porta e Lola –minha filha canina- vem me recepcionar com a felicidade e saudade de quem não me vê há 5 anos. Amor é quando minha cunhada convence meu irmão a me levar em algum lugar de carro, só para poder me agradar. Amor é quando minha avó chora ao ver meu irmão –inveja é o que eu sinto por ela não chorar quando me vê. Poderia passar vidas dando exemplos, mas amor para mim está resumido nesse parágrafo, são as pequenas atitudes do dia a dia que dão sentido a esse estado de espírito almejado por tantos. Não se trata de dinheiro, nem mesmo de falar “eu te amo”, se trata de demonstrar do jeito que puder e souber, o quanto aquela pessoa é importante para você e a diferença que ela faz nos pequenos detalhes da vida.

Não sei porque e não preciso de porquê, mas vou colocar essa música deliciosa para finalizar essa auto intitulada crônica. E aí, o que você faz para fazer as pessoas que te importam se sentirem amadas?

 

Beijo no core.

Sobre adotar e amar

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Quem me conhece sabe que desde sempre tive muitos animais. Era cachorro, passarinho, tartaruga, coelho, pato, cavalo, cabrito, e era puro amor e alegria. Quando algum novo animalzinho chegava lá em casa era uma reunião de família, de um lado meu pai e meu irmão tentando boicotar com qualquer nome bobo, do outro eu e minha mãe tentando escolher um nome adequado para meu filho. A situação chegou a tal ponto que fizemos o casamento de Toco e Nina (centenários na idade canina), ambos com trajes de casamento. Meu irmão vestia um terno e eu uma roupa arrumada, acho que o padre foi a minha mãe e o bolo foi ração com leite, e não eu não comi – dessa vez.

No ano passado eu queria um novo amiguinho de presente de aniversário e foi então que começou a Odisseia do mini coelho. Eu descobri por forças do destino que mini coelho era o animal certo pra mim e queria porque queria um, as palavras “mini coelho” foram mais ditas que “to com sono”, acredite isso é muito. Ligamos para trilhões de pessoas e quase pedi um por sedex, foi em uma dessas tentativas que entrei em um petshop e me deparei com filhotes de yorkshire. Amor a primeira vista. Outra vez ligamos para vários canis e encontrei o amor da minha vida -na forma canina-, Lola. Ela é a maior amiga, confidente e companheira que já tive, cuida de mim em todos os momentos e de quebra dorme de conchinha, quer mais?

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E esse ano, por meio de amigos e redes sociais, me inteirei mais sobre a questão do abandono animal e da adoção. E foi especialmente esse vídeo sobre as responsabilidades da adoção que vou mostrar a seguir que me despertou da inércia social em que me encontrava.

Então, eu e minha amiga (Japa), que mora comigo, resolvemos adotar uma gatinha, e foi puro amor. Lembro que todos os nossos amigos foram lá para casa para receber a nova integrante da família e claro, escolher o nome. Depois de muitas sugestões Victor finalmente disse “Beck”. Sim, de baseado. Humanas, minha gente, humanas. E assim ficou.

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Minha vontade é de adotar todos os animais carentes e abandonados do mundo, mas como não posso vou dar minha dica e espero que alguém que esteja lendo isso agora se solidarize.

1- Se souber de algum animal abandonado, contate a ONG ou órgão responsável pela causa. Se não houver nenhum na sua região, alimente o bichinho, dê os primeiros socorros e compartilhe nas redes sociais sobre a necessidade de uma casa para ele -alertando sempre para a adoção consciente, peça para que compartilhem até que de fato ele seja adotado.

2- No facebook você sempre vai encontrar lares e locais encarregados de cuidarem dos animais abandonados. Ajude compartilhando as publicações, doando ração e se puder, adote! Em juiz de fora temos o Casa com Gato e o Canil Municipal, que eu conheço.

3-Agora uma novidade, um aplicativo foi criado pelos chamados DogLikers, o Au.dote. Ele é o tinder dos apaixonados por cães, você sabe tudo sobre o cão que quiser adotar e a quantos quilômetros de distância ele está de você, quer coisa mais legal? É importante dizer que só podem anunciar cães as ONG’s que forem aprovadas pelo time DogLikers, assim quem adotar terá total segurança e apoio.

4-A atenção que você der a um animal abandonado nas ruas, por mais passageira que seja, fará toda diferença para ele! Então o que custa fazer aquele cafuné no cachorro que está do seu lado, ein?

E é isso, galera, espero que de alguma forma eu tenha tocado o seu coração. Abrace essa causa. Adote!

40 cm de felicidade

   

Olá, olá! Hoje trago um assunto que penso que todos deveriam compartilhar comigo, a compaixão. Sentimento nobre, que para mim nada tem haver com piedade ou pena, mas a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir-se solidário. É nesse sentido, que venho relatar minha última experiência e tentar tocar o coração de quem me lê agora.

Na última sexta-feira fui cortar o cabelo, e o que seria só cortar a franja se transformou em algo que me deixou muito mais feliz e de bem com o mundo. Cortei 40 cm de cabelo para doar. 40 cm de felicidade para outra pessoa, seja criança ou adulto, que esteja sofrendo com o a agressividade do tratamento do câncer.  Não posso dizer que sei como deve ser difícil todo o processo, porque não sei, mas não me falta a o desejo de poder de alguma forma minimizar o sofrimento de mais de 580 mil pessoas que sofrem da doença.

Não tenho como descrever como me senti cortando o cabelo e pensando em como outra pessoa se sentiria bem, com a auto estima elevada e o coração cheio de esperança. Foi inspirador, renovador e motivador. Foi tudo!

Ainda estou com o “rabinho” aqui para entregar e quero entregar pessoalmente. Sentir todo aquele clima e, se possível, me voluntariar para ajudar e participar dessa caminhada difícil contra o câncer.

Se você, assim como eu, tem uma vontade maior que o mundo de ajudar e contribuir para a felicidade do outro, entre em contato com as instituições de câncer da sua cidade, cidade próxima ou postos de saúde que poderão te informar acerca do assunto. Também é possível doar via correio para a instituição Cabelegria, que trabalha com doações feitas para crianças – além do site eles também possuem um canal no youtube onde contam experiências e mostram crianças recebendo suas perucas. Sensacional!

 Espero ter te tocado de alguma maneira. Ajude como puder. Use sua compaixão. Seja humano. 

 P.S: Flw.vlw.

Domingando na Universidade

Não é novidade para ninguém que me conhece que minha vida se resume a comer e dormir- ultimamente isso tem sido regra de ouro. Por uma série de fatores que ainda não compartilharei aqui, não saio de casa há alguns dias. Longos dias. Nesse final de semana porém, minha mãe sugere um passeio no quarteirão ao meio dia com minha fiel escudeira Lola – ou Lolete, ou Maluquete, ou Malu, ou qualquer outra coisa que você chamar, porque ela vai atender de qualquer jeito. Eu, com minha fadiga incurável, penso: melhor ir na Universidade à tarde e ficar na sombra do que sair nesse sol beijado por satanás. Universidade então.

Saí de casa com uma câmera, uma gata, um cachorro, uma mãe, uma tia e uma japonesa. Tudo certo. Chegamos lá. Soltamos Lola. Lola se convulsiona de tanta felicidade. Beck (a gata) provavelmente quer se matar. Eu tiro fotos. E o resto não é relevante para história. É então que a Ana Luiza Brinatt (desconhecida para mim até aquele momento) pede para tirar fotos minhas e de Beck. Concordo com a maior cara de pamonha do mundo e faço aquela pequena sessão de fotos sendo arranhada por Beck e dissecada pela câmera. Acabada a sessão trocamos facebook e nos despedimos na promessa de enviar as fotos de uma para a outra. Acabo de receber as fotos. Não sei se é ela, o editor, mas sei que não pode ser eu, porque pelo amor de Jah, as fotos estão maravilhosas! Além dela ser uma ótima fotógrafa (e vem trabalhando com isso) também escreve super bem!

Então é isso, um domingo na universidade me rendeu uma possível parceria aqui, um momento único de beleza em um dos lugares mais bonitos de Juiz de Fora e a promessa de que dias bons virão!

P.S: Flw, vlw.

Sobre se inspirar

Ainda imersa no ócio de sábado navego pela internet e lembro que há tempos assisti uma meia dúzia de vídeos de um projeto muito diferente e inspirador. Bem, esse é o FALAR SEM PARAR e é um projeto audiovisual e fotográfico do Pablo Vallejos e que visa ampliar a voz de pessoas com boas histórias e uma paixão para compartilhar.

Não me lembro bem como descobri o projeto em si, mas lembro da sensação ao ver o primeiro vídeo. E o segundo. E o terceiro. E o quarto. Ouvir cada pessoa colocando em palavras a paixão por alguma atitude, profissão, estilo de vida, religião, é realmente um abridor de mentes e fonte de motivação e inspiração. Cada documentário abrangendo toda a diversidade humana e o amor sobre tudo que é falado, não tem como descrever. Eu que começo a engatinhar na vida adulta e já sonho com grandes passos me vejo em cada uma dessas pessoas do documentário, não por compartilhar os ideais de todos, mas por me ver constantemente inspirada e disposta a falar sem parar- e como falo. Ainda não sei se um dia poderei falar sem parar de algo específico, mas até lá falo sem parar de tudo um pouco e um pouco de tudo.

Fica a dica para o final de semana.

P.S: Vlw, flw.

Alice

Passei um bom tempo pensando no que escrever nessa primeira postagem. Pensei em me apresentar, mas então para que existiria aquela página “Sobre” ali no cantinho direito da sua tela? (Aliás, também não sei muito bem o que escrever nela, porque num minuto sou algo e no outro já mudei). É então que me vem na mente a personagem Alice. Talvez pensando nela posso pelo menos descrever meu estado de espírito agora – não que você leitor se interesse tanto. Mas a questão é: assim como Alice, me encontro perdida e confusa acerca de vários aspectos e situações – devo dizer bem ruins- da minha vida, preciso “cair no buraco” e  me redescobrir como amiga, como filha, como amante e como Júlia. Talvez o blog seja isso, uma forma de me redescobrir e me reiventar. Talvez seja um escape. Talvez seja só uma ideia de um sábado a tarde. Mas nada disso importa realmente, porque quem quer que esteja lendo isso agora provavelmente enfrenta o ócio de um final de semana que promete cama, Tv e porcarias, e não liga tanto para a importância de um post. Vou me despedindo na promessa de que volto com assuntos aleatórios e a inconstância de sempre.

P.S: Vlw, flw.