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Resenha: K-Drama “The Miracle”

RESENHA: K-DRAMA “tHE MIRACLE”

Oi, gente! Tudo bom? Hoje eu trouxe a resenha de um k-drama lindo chamado “The Miracle”. Além de ser curtinho e estar disponível da Netflix (o que é uma baita coisa boa), ele traz reflexões sobre bullying, padrão de beleza e a tal da dita perfeição. Prontos?

Resenha: Quando você voltar

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SINOPSE: Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.

Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.


Já pensou chegar o dia em que você tem de abandonar sua família e ir servir o seu país numa guerra, onde muito possivelmente você entende que não sairá com vida de lá? E acredite, a guerra mata muito mais do que corpos, ela mata almas.

E é com essas considerações que eu te apresento a história de Jolene, uma corajosa mulher que leva uma vida militar e familiar conturbada e corrida, e alheio a tudo isso há Michael, um marido distante.

Jo é uma super mulher, ela é piloto, cozinheira, faxineira, mãe, psicológica, médica… Bom, ela é tudo para as duas filhas, porém, seu casamento no decorrer dos anos só vem decaindo, mas ainda assim, ela mantém-se forte e aí nós vemos uma protagonista real (“um mulherão da po**a”).

E para Jo, que vivia sem admitir que na verdade tudo estava dando errado, a vida era apenas aquilo, até que acontece o indesejável: ela é convocada para a guerra. E a última frase de seu marido era que não a amava mais.

Com o coração quebrado ela vai para o front de batalha enfrentar uma guerra. E agora um marido distante tem de aprender a cuidar das filhas e lidar com a falta, antes não percebida, da sua mulher e companheira.

Quando você voltar é uma história real e assustadoramente linda, onde você vê uma mãe que enfrenta os horrores de uma batalha, mandando cartas lindas e encorajadoras para suas filhas… E, então, você entende uma fraçãozinha do que é ser mãe. E caso, você já o seja, entende muito mais do que qualquer ser humano pode.

E não é só a Jo que enfrenta uma batalha, Michael em casa enfrenta as suas próprias tentando criar suas duas filhas, cuidar da casa e ainda trabalhar, assim, entendendo mais um pouco a mulher que antes ele criticava. E é lindo ver esse recomeço para a família.

Este livro também te ensinará que nem sempre à volta para a casa é o fim da guerra. Podemos ver de perto suas conseqüências e como uma tragédia pode marcar a vida das pessoas.

E essa é a melhor parte do livro, você aprende muito e dá muito mais valor a sua vida, acredite.

Kristin soube muito sutilmente nos apresentar a história dessa família, conseguiu passar a dor real sem criar cenas gigantescas e complicadas, guerra é guerra como for. Ela conseguiu fazer com que nós vivamos dia a dia a rotina da família e de Jo, lado a lado e mesmo assim distantes. É um livro incrível e que vale muito a pena a leitura.

Ele é dividido em duas parte “Ao longe” e “Coração de Soldado”, além disso, somos apresentados a rotina de Jolene com sua melhor amiga e piloto também, assim como para “os que ficaram em casa”.

Também há essa desconstrução ao vermos a mulher ir para a luta e o homem ficar em casa. E os personagens secundários são incríveis, principalmente a melhor amiga de Jo, Tami, e como eu amo essa mulher, ela é demais, também é piloto e vai a luta ao lado de Jo.

É uma leitura incrível, eu me emocionei muito e até hoje ainda me emociono ao lembrar. Deixo para vocês uma citação só e quero que sintam um pouquinho a vibe, depois disso vão querer ler, com certeza.

Encare a corda bamba sem rede, piloto. Porque, mesmo daqui de longe, eu estou na cobertura. Sempre. Eu te amo.” Página 338.

Sério, gente, na boinha mesmo, leiam esse livro. E chorem comigo! Super beijo e até a próxima.

 

Resenha: Sonata em Punk Rock

 

Capa do livro

“O rock’n’roll de Valentina finalmente tinha falado mais alto e se tornado, de alguma forma, obrigatório.” Página 169.

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Já imaginou viver em uma cidade que respira música 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias ao ano? E mais, nela está localizada um dos melhores conservatórios de música do mundo e por algum motivo (herdado geneticamente, provavelmente, de um pai bem ausente, mas astro da música clássica) você consegue entrar com honras no mesmo? Não?! Pois então, eu te apresento Valentina Gontcharov, a menina do Rock’n’Roll.

Tim, como gosta de ser chamada, sempre sonhou em estudar na Academia Margareth Vilela e não é por menos, a menina vive e respira música e, além de tudo, ainda é dona de um ouvido absoluto. Vivia com a mãe no Rio de Janeiro, trabalhava num mercadinho no bairro para pagar as contas e passava o resto do tempo com sua guitarra velha até descobrir que conseguiu uma admissão para a Academia Margareth Vilela, localizada em Vilela na região serrana do Rio, e que poderia estudar música. Porém, seus planos foram por água abaixo, já que era extremamente caro e não teria condições de arcar com os custos. Até que um pai bem desaparecido e famoso no mundo da música decide voltar para sua vida e, magicamente, pagar seus estudos. E é aí que nossa história se desenvolve.

Lombada e presença ilustre de Astolfo, o pinguim do Rock’n’Roll

“Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock?” Página 11.

Tim é uma menina cheia de atitude, apaixonada por rock’n’roll com um gosto musical incrível e muito esforçada. Passa por dificuldades no início (ser uma diva rockeira num meio exclusivamente clássico não é uma coisa muito simples), mas encontra seu lugar ao lado de três amigos para lá de diferentes e, também, bate de frente com um aluno/professor/coreano/homem dos sonhos, Kim, que acaba criando cenas divertidas.

Enquanto, aprende música, sente saudades de casa e é sempre forçada a ultrapassar seus limites (inclusive a tocar piano para poder avançar no curso, sem nunca ter feito isso NA VIDA!!!), Valentina tem de lidar com a vida dentro do conservatório, a vida de aparências que seu pai quer viver e, claro, a luta pelo sonho de ser uma estrela do rock’n’roll.

“A verdade é que quando se faz o que gosta, tudo começa a fazer sentido e valer a pena.” Página 281.

O livro tem uma escrita leve e dinâmica, cheio de referências musicais, inclusive de K-POP (o que claro, nos lembra que nosso mocinho/chatinho é um coreano maravilhoso e pianista, o digno Oppa de doramas). Babi Dewet me surpreendeu muito com o livro, ela conseguiu dar um seguimento fluído para ele, sempre pontuando os elementos necessários de cada capítulo. A única coisa que me deixou um pouco apreensiva quando notei, mas que logo se revelou indiferente, é que Valentina, às vezes, parecia madura demais para sua idade e outras, de menos, logo, eu fiquei um tanto “E agora, Brasil? Que cargas d’água ela ta fazendo aqui?”, mas depois percebi que era só por conta da própria personalidade da personagem.

Astolfo apresentando o livro. Lembrando que Sonata em Punk Rock faz parte da série Cidade da Música por Babi Dewet

O que me chamou muita atenção para o livro no início foi a capa dele. E, meus amigos, É A CAPA! Uma das ilustrações mais lindas que já vi e transmite exatamente o que o livro passa, esse é um daqueles que você pode sim julgar o livro pela capa, porque os dois não decepcionam. E o mais interessante é que será uma série e um passarinho me contou que tem um gancho já neste primeiro volume para o próximo (o passarinho na verdade foi um vídeo no canal da Babi em que ela fala sobre o próximo, hehe).

Sonata em Punk Rock é um daqueles livros gostosos de ler numa tarde de domingo com a playlist do Spotify ligada (sim, gente, tem playlist no Spotify, eu não digo mais é nada de sucesso esse livro) e uma coca bem gelada!

“Se ela sobrevivesse ao próximo minuto, poderia viver a vida inteira naquele único momento. Com muita música e rock’n’roll. Do jeito que deveria ser.” Página 300.

Boa leitura e viva ao Rock’n’Roll.

Resenha: O Acordo – Amores Improváveis

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O Acordo é o primeiro livro da série Amores Improváveis. Série esta que vai contar a história de 4 jogadores de Hóquei e suas respectivas namoradas que estudam na universidade de Briar. Este primeiro volume vai contar a histórias de Hannah Wells e Garrett Graham. Hannah uma estudante de música aplicada, que se esforça muito para conseguir o que quer e ter boas notas, já que possui uma bolsa de estudos. Já Garrett é o capitão do time de Hóquei da Briar, consegue se dedicar bastante aos estudos e ao esporte que considera a coisa mais importante de sua vida. Esse é o primeiro diferencial da história, o atleta não é aquele cara burro, tão estereotipado como em todos os livros do gênero. Contudo, com a chegada da nova professora de Ética, considerada “barra pesada”, mais de metade da turma leva ferro na prova e precisa fazer a segunda chamada para recuperar a nota. Garrett  é um desses alunos. O maior agravante é que se ele não conservar sua média não poderá jogar Hóquei. Por outro lado, Hannah gabarita a prova. E é aí que tudo começa. Grande parte do livro Garrett tenta convencer Hannah a lhe dar aulas particulares, mas Hannah, que o acha arrogante, presunçoso e muito galinha, se esquiva todas as vezes. Garrett consegue finalmente convencê-la após perceber que ela tem uma grande queda por Justin, jogador de futebol americano da Briar. O acordo é o seguinte: Hannah finge estar em um encontro com Garrett, aumentando assim sua popularidade e o desejo de Justin por ela e em troca ela dá aulas particulares para Garrett, fazendo-o passar na matéria e conseguir média para jogar.

O que nenhum dos dois esperava é que desse acordo fosse surgir uma grande amizade, daquelas de dividir segredos, assistir séries juntos comendo pipoca e conhecer os amigos uns dos outros. Dessa amizade, é claro, vai surgir aquele romance (com muitas partes bempicantes). Esse é um ponto que me deixou super caidinha por esse livro, adoro romances que surgem de amizades. Uma amizade onde são compartilhados segredos dos dois, que envolvem agressões físicas, dramas familiares e vários assuntos sérios que precisam ser discutidos.

É interessante como a cumplicidade dos dois faz com que Hannah se solte mais, confie mais nas pessoas e em si mesma, bem como saiba aproveitar a vida com mais leveza e descontração. Algo que eu achei de fundamental importância foi o fato de mostrar que depois do trauma de Hannah ela procurou ajuda psicológica e se tratou. Só quem passa por situações de extremo stress e tem auxílio psicológico sabe da importância.

Os personagens são extremamente cativantes, com uma história de vida complexa e bem contada. Gostaria que o livro tivesse mais páginas para desenvolver um pouco mais alguns pontos soltos da trama. Talvez nos próximos, mesmo que não seja diretamente sobre eles, alguns pontos possam ser resolvidos. Enfim, história completa e maravilhosa, super recomendo a leitura!